Agricultor familiar: a classe que precisa de incentivo além de respeito

Opinião
Guaíra, 6 de janeiro de 2018 - 09h21

Por Flávio Tavares

Não existe “pequeno produtor rural”, mas sim produção pequena por conta da pequena atenção!O município de Guaíra é servido pelas Rodovias SP- 425 e SP- 325 e banhado por três rios, Sapucaí, Pardo e Rio Grande.

Sua população estimada pelo IBGE em 2015 é de 42480.  As fontes de emprego e renda são provenientes da agricultura, pecuária, comércio, prestação de serviços e indústria, com destaque principalmente para as três usinas sucroalcooleiras estabelecidas no município.

Esta área rural é ocupada em sua grande maioria por pessoas de baixa renda, que por sua vez são agricultores familiares, proprietários das terras ou não, mas são de grande importância para o município de Guaíra. Surge a necessidade de investir nesse setor, considerando que a demanda sobre hortifrúti em nossa cidade está crescendo numa considerável escala que impossibilita nossos pequenos produtores de acompanharem o progresso e expandir sua produção por falta de recursos mecanizados.

Lembrando que, por falta de incentivo, Guaíra não produz em pomares  (laranja, banana, mamão, etc.)!  Não deixando opções para nosso mercado varejista, que se vê obrigado a complementar seus estoques através de maiores ofertas provenientes de municípios do entorno.

Para que melhor entenda, esse êxito da concorrência regional é o resultado da implantação das tecnologias de manejo e, por conta disso, conseguem abranger maior número de consumidores extraindo valores da economia guairense por deixarmos que ociosidade se estabeleça na nossa terra.

Essa realidade impede que nossos Agricultores Familiares possam competir e escoar sua produção neste mercado de maneira justa e igualitária pelo simples fato de restringir o manejo de sua lavoura única e exclusivamente com o labor do serviço braçal.

A carência de máquinas e implementos adequados às necessidades das famílias, que tem a horticultura como principal fonte de renda, vem retardando a adoção de sistemas eficazes para implantação dessa cultura.

Sabemos que o Governo Federal não é omisso e, através do PRONAF, vem disponibilizando um considerável volume de crédito a esse setor, porém, a burocracia vem deixando somente o ônus para o homem do campo que, por sua vez, não tem intimidade com os deveres da legislação.

Atribuo esse deslize à falta de comunicação entre as partes. Embora o governo venha cumprindo seu dever e este procedimento leve a crer que haverá vantagens concretas às cidades beneficiadas, vejo o momento de fazer justiça e realmente destinar igualdades de oportunidades aos menos expressivos.

A aquisição de implementos agrícolas possibilitará ao pequeno produtor mecanizar sua lavoura e adotar tecnologia que aumente produtividade e renda. É preciso fomentar a economia do município viabilizando a melhor produção e geração de emprego e renda nas atividades rurais, incentivando a diversificação dos cultivos na propriedade com implantação de novas tecnologias.

Poderemos fazer mais para o pequeno produtor, fornecendo além da melhoria na mecanização da pequena propriedade rural, a opção de uma qualidade de vida mais digna. Adaptando as máquinas e equipamentos aos pequenos produtores, com o objetivo principal de eliminar a ociosidade da terra, aumentar a produtividade tornando o agricultor familiar competitivo, e por último e não menos importante, diminuir o trabalho penoso do homem do campo. Tendo em vista que, o desafio maior da agricultura familiar é adaptar e organizar seu sistema de produção a partir dos recursos disponíveis.


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Flávio Tavares

Flávio Tavares, Porteiro da Tomilho – Guaíra.

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