Há pouquíssimo tempo, nenhum de nós poderia imaginar que uma ameaça invisível modificaria significantemente as nossas vidas, colocando-as em risco: a pandemia nos pegou de surpresa, levando-nos a encarar uma triste realidade de incertezas e medo.
O vírus, incógnito e avassalador, trouxe consigo o aumento do desemprego, as doenças emocionais, o abandono dos estudos por muitos alunos e o triste cenário de crianças agredidas física e emocionalmente em suas casas e, o pior de tudo, é que a volta da vida habitual parecia sem previsão.
Tudo mudou de forma rápida e obrigatória, mas, afinal, o que essas mudanças têm ensinado a cada um de nós? No exercício de precisar continuar e sobreviver, também pudemos valorizar o que é essencial e, pensando naquela história de olhar o copo meio cheio ou meio vazio, ou lamentamos pelas incontáveis tragédias que acontecem todos os dias ou nos movemos para transformar este mundo.
Ouço, diariamente, pessoas dizerem que a pandemia trouxe muitas oportunidades e novas percepções e reflexões acerca da vida, ou melhor, sobre a brevidade da vida; de algum modo, elas mostram e acreditam que ainda há esperança em meio ao caos da pandemia. E, diante de tantas perdas e incertezas, algo parece fundamental: ser protagonista de nossas ações, pois viver uma vida com otimismo nos leva a novas visões, a novas propostas e a novas perspectivas.. Se ninguém acredita que é possível um futuro melhor, quem é que vai ter coragem para criá-lo?
É claro que nem todos os dias serão fáceis, mas respirar fundo e escolher ao menos atitude de mudança e de coragem, pode fazer muita coisa mudar. E, ainda que imaginar o futuro pareça distante e improvável, podemos protestar contra toda essa bagunça e praticar ações valorosas para si e para o próximo, por meio de palavras e gestos.
Transformar o mundo depende essencialmente de cada um de nós. Vamos juntos?
Simone Cristina Succi