Cidade Limpa

Opinião
Guaíra, 5 de setembro de 2019 - 14h40

Lógico que existem regras legais para proteger a qualidade de vida e os crimes ambientais vale no Brasil todo e, para todo crime, existe punição. Se nossa casa tem sido o melhor lugar do mundo para se viver, pois ela foi construída com esforço que é o resultado de muito trabalho, entretanto, para torná-la agradável é preciso varrer, esfregar, tirar o pó, trocar lâmpada queimada, controlar vazamentos, consertar o que está estragado, pintar, capinar, manter limpa e arrumada.

Guaíra tem sido a grande casa de todos seus habitantes. Uma cidade onde a gente mora tem que ser o melhor lugar do mundo. Mas quando Guaíra começou, há 90 anos, sua paisagem era de terra, rodeada por um imenso cerrado, suas árvores, plantas, frutas, animais, pássaros, seus rios, cascatas e arroios. Vieram os primeiros habitantes e aqui começaram a construir suas casas.

O tempo passa e as situações mudam com gente chegando a cada ano. Hoje, a cidade de Guaíra não possui o mesmo número de pessoas de seu início. Tem muito mais gente e talvez quase 50 mil pessoas morando no lugar que há 90 anos tem o mesmo tamanho, pois o território da cidade não aumenta de tamanho, aumenta, sim, o número de construções e de pessoas que aqui moram. E, aí sim, são os habitantes que fazem a cidade ser boa ou ruim e só dependem deles. E para tanta gente viver bem no mesmo lugar é preciso respeito, de pessoa para pessoa e de todos da comunidade para com o meio ambiente da urbe.

Destruir áreas verdes, destruir plantas, arbustos, árvores que embelezam as ruas, praças, jardins, queimar pneus ou lixo, jogar lixo nas ruas, em terrenos baldios, jogar papel, cascas, embalagens ou o que for, de dentro de carro em movimento, pichar, rabiscar ou sujar muros, paredes e monumentos da cidade e etc. Isto não faz parte de um povo civilizado.

É bom sempre lembrar de que o dinheiro para manter uma cidade devidamente limpa e civilizada é público: É a soma do que cada morador paga em impostos e taxas para a Prefeitura e, com esta verba, são escolhidas e realizadas as obras importantes da cidade. O desrespeito para com a limpeza pública da cidade é como um saldo devedor no banco: Dívida e prejuízo. Isto porque, para consertar ou refazer a sujeira feita pelos habitantes, o governo municipal tem que gastar dinheiro reservado para outras obras mais relevantes. Exemplo: O dinheiro para suprir medicamentos na saúde tendo que ser usado para reparar bens ou refazer a limpeza fruto do desleixo da população.

Afinal, o lixo que a natureza não reaproveita tem que ser reaproveitado pelo homem, o plástico, papelão, vidro e metal são lixos que não são lixos. Por fim, é dever de todo cidadão lutar e preservar pela qualidade de vida da sua cidade; não é tão somente um exercício do dever ou um direito do cidadão, mas, acima de tudo, a qualidade de um indivíduo civilizado…


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Paulo Sérgio Lelis

Paulo Sérgio Lelis é Mestre em Direito Público

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