Desejo boas coincidências

Opinião
Guaíra, 9 de janeiro de 2022 - 10h25

E se o atraso do voo, o esbarrão em uma pessoa, uma fala que te toca profundamente (para o bem ou para o mal), não forem eventos casuais, aleatórios?

Essas questões moveram o escritor israelense Yoav Blum a criar a história Os criadores de coincidências, que retrata uma organização secreta que possui pessoas que geram situações para que coisas aconteçam (lidando com o limiar entre o destino e o livre arbítrio). 

O interessante é que, independente de ser ficção, a lógica é válida. Há coincidências e há acasos. A primeira é a junção de “co”, que significa junto, com “incidência”, que significa fato, ocorrência. Portanto, são acontecimentos concomitantes que levam a um determinado resultado. Possuem um “nexo causal”. 

Acaso, por sua vez, é a junção de “a”, negativa, ausência, e caso, que, dentre outros, significa fato, acontecimento. Portanto, traz a ideia de algo aleatório, sem uma razão de ser.

O fato é que algumas dessas ocorrências podem te levar àquilo que você quer ou precisa. Por exemplo, se você deseja um emprego, é preciso que haja a vaga. Nesse caso, a gente sai distribuindo currículo. Não é porque não é chamado(a) para a entrevista que você é ruim. Pode ser que não exista aquele posto. 

Ainda, caso exista e você também não está entre os(as) escolhidos(as), alguém vai assumir a vaga. É uma pessoa a menos para disputar a próxima que aparecer.

Com clientes é a mesma coisa. Como vender sem que as pessoas saibam o que você faz? As estratégias de marketing, dentre elas publicidade, são ferramentas de geração de coincidências, já que podem criar a possibilidade de tocar alguém que pode comprar de (ou indicar) você. Assim, cada cliente que entra em contato com sua empresa, via de regra, não é acaso. É o resultado de uma série de incidências que levam a um mesmo resultado. 

Pela mesma lógica, coisas ruins que nos acontecem também podem estar interligadas às nossas ações. Situações levam a novas situações. E essa regra não leva em consideração se é bom ou ruim. Simplesmente é. Toquinho e Vinícius dizem isso em Aquarela: “o futuro é uma astronave que tentamos pilotar / não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar / sem pedir licença, muda as nossas vidas / e depois convida a rir ou chorar”. Dentro do contexto, a canção parece uma referência ao acaso. Mas, também, se aplica às coincidências, desde que a gente saiba que não temos garantia de que a “astronave” nos levará ao futuro que queremos. Porém, indubitavelmente, quando estamos no controle, as chances aumentam.

Por fim, coisas acontecem o tempo todo. Estamos cheios de incidências. Assim, desejo, para você e para mim, que elas trabalhem em conjunto e que, também, tenhamos a paciência e a persistência para percebemos que elas jogam em nosso favor.

Felizes coincidências no ano que vai nascer!

 

Prof. Ms. Coltri Junior é consultor, palestrante, adm. de empresas, mestre em educação, professor, escritor e CEO da Nova Hévila Treinamentos. www.coltri.com.br; Insta: @coltrijunior 


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