Itamaraty

Opinião
Guaíra, 23 de julho de 2019 - 09h49

Ou Palácio dos Arcos, o Itamaraty, pauta todas as funções relacionadas a diplomacia do Brasil.

Todas as questões que o Brasil enfrentou foram resolvidas através da diplomacia. Desde 1808 com a vinda da família real portuguesa para o Brasil o país herdou a experiência de Portugal na área diplomática como foi abertura dos portos às nações amigas. A diplomacia no primeiro Império, a Repartição dos Negócios de Estado esteve sob o comando do patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva, já no segundo reinado de D. Pedro II o Brasil efetivamente enfrentou vários problemas como foi a questão do tráfico dos escravos com a Inglaterra e outros conflitos com Argentina, Uruguai e Paraguai.

Mas o corpo diplomático brasileiro sempre fora profundamente preparado e aparelhado nas figuras ilustres de um  Marquês de Abrantes, Marquês do Paraná, Barão de Cotegipe ou um notável ilustre Visconde do Rio Branco.

Com o advento da República foram conservadas as diretrizes diplomáticas do Império uma doutrina que se baseia na cooperação entre todos os países americanos sedimentada na carta de Bogotá de 1948.

O Itamaraty foi no Rio de Janeiro propriedade do Conde de Itamaraty cujo presidente da República Deodoro da Fonseca adquiriu inicialmente como sede do governo republicano e em 1897 tornou-se então a sede do Ministério das Relações Exteriores até ser transferido para nova capital Brasília no inicio dos anos 1960 que também passou a ser chamado de Palácios dos Arcos.

A escola diplomática do Brasil, o Instituto Rio Branco é uma homenagem ao ilustre José Maria da Silva Paranhos Junior tem sido esta escola formuladora da atual política externa do Brasil e responsável pelas negociações fronteiriças do Brasil, sem perder sua tradição inicial.

Para ser um diplomata e ingressar na escola Rio Branco se faz através de um rigoroso e difícil concurso público onde é exigido amplo conhecimento geral histórico, política internacional e uma proficiência linguística em vários idiomas. Após há uma carreira de méritos.

A função de um diplomata é representar o país e sobretudo os interesses da nação, estabelecendo entre as nações uma relação de confiança e independência. Todos os países dispõe  de seu corpo diplomático altamente qualificado. Desde o Brasil Reino Unido a Portugal o país desenvolveu através dos anos uma expressiva tradição diplomática de alto nível e não se pode, hoje, deixar uma embaixada de grande responsabilidade  em Washington nas mãos de amadores por simples capricho familiar, interrompendo toda uma tradição histórica.

O embaixador representa o Estado brasileiro e toda uma nação, mas caberá ao Senado Federal toda responsabilidade em deferir a capacidade intelectual dos determinados chefes de uma missão diplomática onde quer que seja. Neste sentido não se deve omitir o notável e ilustre diplomata que tão bem representou o Brasil em Washington como foi Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo mais conhecido como Joaquim Nabuco, político, diplomata, distinguiu-se pela sua eloquente oratória e pelo idealismo de suas campanhas políticas em particular na abolição da escravatura. Advogou a favor do Brasil na questão com a Guiana Inglesa. Foi Também embaixador na Inglaterra, nos Estados Unidos se empenhou em notável trabalho em favor do pan americanismo, movimento que surge nos finais do século XIX cujo objetivo é a integração das Américas, sendo que hoje este ideal visa o respeito entre as nações americanas, apoio e uma integração nas áreas sócio-econômico, cultural e esportivo.

Sendo assim, o que toda nação brasileira espera que o atual governo não permaneça em uma tênue linha entre o ridículo e a mediocridade de um nepotismo.


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Paulo Sérgio Lelis

Paulo Sérgio Lelis é Mestre em Direito Público

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