Muda Brasil

Opinião
Guaíra, 30 de janeiro de 2018 - 07h22

Por Paulo Sérgio Lelis

Nos anos 1980, houve uma maior ampliação na globalização econômica e social por todo mundo. Neste sentido, a antiga União Soviética, liderada por Moscou, mantinha seus aliados do Leste Europeu sob seu domínio. Entretanto, exauriu o sistema em razão das excessivas centralizações dos poderes, o sistema burocrático comunista privilegiado, as corrupções que o sistema facilitava, censura, mas, principalmente, a falência na total ausência de bens de consumo que não atendia o poder Estatal a todos. Era um sistema ineficiente.

Mas a derrocada final foi, sem dúvidas, a política do novo secretário do partido comunista Gorbatchev, que introduziu no sistema a Perestroika, a reestruturação econômica com a regulação de mercado, e a Glasnost, a política da transparência e abertura para reformas das instituições políticas eliminando a elite burocrática e autoritária, a nomenclatura, a democratização do sistema comunista, que teve como consequência a queda do muro de Berlim, que foi por mais de trinta anos o símbolo da guerra fria, divergência entre o mundo capitalista e o mundo comunista.

Sendo assim um novo modelo econômico começa a se estabelecer como parâmetro para as novas economias, o neoliberalismo. Contrapondo ao velho clássico sistema liberal, o neoliberalismo se dirige para um sistema social. Revisando o papel do poder Estatal na política econômica não só, mas sendo um prestador de serviços.

Entretanto, no Brasil, nestes últimos anos, houve no seu sistema econômico o chamado “liberalismo de esquerda”, uma semântica simbiose fascista de Benito Mussolini de cunho populista, que absorve elementos da ideologia comunista como o poder do Estado forte.

É a terceira via do socialismo, onde muitos elementos da política social são baseados nos fundamentos socialistas de Norberto Bobbio, filósofo do direito que apresenta seu pensamento ideológico no neoconstrutivismo, onde os movimentos sociais deverão continuar sempre agindo sem parar numa renovação contínua, onde o poder do Estado se irradia através das ONGS.

Há alguns anos, o governo do PT estabeleceu no Brasil os fundamentos do liberalismo de esquerda. Bases fundamentadas no neoconstrutivismo, Estado robusto e de ideais do comunista italiano dos anos 1930, Antonio Gramsci, introduzindo de forma tênue, ideias socializantes em todas atividades humanas, intelectuais e sociais, cuja finalidade é a manutenção da unidade social como esteio da estrutura da sociedade incorporando aí os valores socialistas e eliminando valores cristãos familiares tradicionais, pois assim, segundo Gramsci, será estabelecido o domínio da classe política dominante.

Por fim, o sistema capitalista liberal é aquele em que a sociedade possui um ordenamento jurídico sólido democrático, onde pressupõe uma maior extensão dos direitos e dos valores tradicionais do indivíduo, além do liberalismo capitalista possuir em seu sistema uma planificação econômica pública e privada e uma atuação do poder do Estado igual entre os cidadãos, tanto no campo político social como econômico.

“O Brasil é uma ideia viva que deve ser protegida. O Brasil soberano não pertence a governo algum, está rompendo com os velhos dogmas do século XX que o amarraram na subserviência” (L.PH. Orleans e Bragança).

 


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Paulo Sérgio Lelis

Paulo Sérgio Lelis é Mestre em Direito Público

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