O Brasil tem solução

Opinião
Guaíra, 5 de novembro de 2016 - 07h54

É evidente que o Brasil tem solução. É evidente também que nossa República caducou-se. Vamos aos fatos.

Existe hoje uma desorganização geral, há um vácuo de lideranças. Não existe neste momento quem quer que seja apto a liderar uma organização política e econômica. A situação poderá sem dúvidas se dirigir para algum tipo de conflito é lógico. Mas qual é a luz deste infindável túnel?

Nenhum partido hoje tem moral para se apresentar à sociedade brasileira uma solução eficaz. A confiança na verdade, não existe para ninguém. Então qual é a solução diante da catástrofe? Um pacto de todos os setores da sociedade, inclusive as Forças Armadas.

Sobre isto é bom lembrar fatos históricos recentes: o Pacto de Moncloa na Espanha de outubro de 1977, onde foi definido um acordo amplo de reformas econômicas, porque, com a morte do ditador espanhol General Franco, a Espanha encontrava-se descontrolada.

O Pacto Moncloa conseguiu colocar na mesa todos os partidos políticos onde foram discutidos todos os assuntos que afetavam a Espanha e realizaram as reformas fiscais, previdenciária, política, jurídica e de representação popular, cujo conteúdo maior fosse para o país e seus cidadãos e nada de interesses partidários. O pacto de Moncloa agiu em benefício do país, da nação espanhola. Em apenas trinta anos da 25ª à 8ª Economia Mundial é a Espanha de hoje.

Assim como na Espanha, um pacto no Brasil traria mudança radical na conjuntura do país na transformação econômica, política, sistema político, partidário, previdenciário, jurídico, tributário, assim feito estaríamos iniciando um processo de mudança.

Trazer de volta a discussão do sistema de governo é importante diante do fracasso do presidencialismo republicano. Repleto de vícios, individualismo partidário, proliferação constante de partidos políticos, negociatas, apadrinhamento partidário foi o que a República representou nestes seus 127 anos de permanência, sem contar as várias crises na representação de seus presidentes de passagem: o autoritarismo de Floriano Peixoto, a crise de 1930, a revolução constitucionalista de 32, o suicídio de Getúlio em 1954, a tentativa de impedir a posse de Juscelino em 1955, a renúncia de Jânio em 1961, a tentativa da constituinte de Jango em 1963 para derrubar Ademar de Barros governador de São Paulo, que fazia oposição ao governo Jango, a intervenção militar em 1964, vinte anos de autoritarismo militar, a nova república de Tancredo Neves e seus presidentes subsequentes medíocres sem qualquer planejamento para o Brasil, ficando apenas e tão somente a disputa pelo poder e na mesmice.

O banimento de toda família real juntamente com D. Pedro II na calada da noite, em 1889 eliminando um sistema parlamentar monárquico eficaz teve suas consequências e o resultado vemos depois de 127 anos de anarquia econômica, política e etc e tal.

No século XIX, com o comando da monarquia parlamentar, o Brasil crescia uma média de 8% ao ano sob representação de D. Pedro II, que governou o Império brasileiro por 60 anos sem crises ética, política ou econômica. Era respeitado não só pela sua tradição nobre, mas pelo caráter e seu espírito evolucionista. Era culto, falava 17 idiomas e se preocupava com a nação brasileira, por tudo isto foi banido do Brasil e veio a República nas mãos dos medíocres.

Então pergunto à você cidadão brasileiro, olhe nossa história, reflita sobre isto. Valeu a pena a trapaça de 15 de novembro de 1889?

Trapacear com falsas ilusões de felicidade foi o ato de 1889 com a República. No Século XIX, o Brasil era um Império respeitado por toda América do Sul e Norte. Hoje uma republiqueta passando à 3ª categoria segundo as avaliações internacionais.

 


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Paulo Sérgio Lelis

Paulo Sérgio Lelis é Mestre em Direito Público

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