Qualquer pessoa pode ser líder?

Opinião
Guaíra, 27 de agosto de 2019 - 09h54

Antes de dar a resposta, é preciso entender o que é liderança. Sempre que, em palestra ou curso, pergunto o perfil de um líder, tenho respostas do tipo: Ter foco, ser determinado, ter respeito, ter visão de futuro, ser planejador e organizado, saber o que se quer, dentre tantas outras. Em resumo, tudo comportamento.

Se assim o é, por ser comportamento, pode ser aprendido. Se pode ser aprendido, basta ter vontade e decidir pagar o preço para se preparar.

Dentre tantas formas de se estudar e se pensar as competências, gosto daquela que as divide em duas formas: Competências técnicas e comportamentais. Por motivos óbvios, Liderança se encaixa na segunda classificação. Porém, independente de ser qualquer uma delas, o fato de ser competência já revela que poder ser aprendida.

Grande parte da confusão e do pensamento contraditório ao que prego aqui, se deve pela distorção da ideia de dom e de talento. O primeiro é inato, já o segundo é preciso tornar a ser. Talento são competências adquiridas e lapidadas. O dom se traduz no prazer e na facilidade de se aprender essa competência (grosso modo). O que diferencia um do outro é o nível de esforço para se preparar para cada uma delas. Competência não existe sem preparo. Assim, ninguém nasce líder. Mesmo quem tem o dom, precisa passar por um processo de desenvolvimento e de aprendizagem, ainda que ele seja mais rápido do que aquele que não o tenha.

Quando falamos de competência, vale mais quem não tem o dom e se desenvolve, do que aquele que tem o dom, mas fica parado no tempo. Liderança é assim também. É competência e, se assim o é, pode ser adquirida.

Dessa forma, para ser líder, a primeira coisa é o querer ser. Depois, é passar pelos processos de desenvolvimento. Um bom líder, atende as necessidades legítimas (que, muitas vezes, não são as vontades). Por isso, é um sacrifício – trabalho (ofício) sagrado (sacro). Quem atende as necessidades legítimas, gera autoridade (sabe, é e faz). Ela, por sua vez, gera um compromisso com o bem comum, seja ele na empresa ou na política.

Segundo Stephen Covey (Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes), antes de termos uma vitória pública (onde a liderança se revela), precisamos de uma vitória particular, ou seja, ter domínio de si e se preparar para aquilo que se quer. Não é fácil, mas é simples (que não significa simplório). É uma questão de querer, planejar o que fazer, e fazer. Objetivo definido e esforço estruturado. Pense nisso, se quiser, é claro.


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Coltri Junior

Professor Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos

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