Em 2016, no dia 2 de outubro, vamos escolher um novo prefeito, um novo vice-prefeito e os vereadores que vão integrar a nova Câmara Legislativa do Município de Guaíra. A palavra novo tem vários significados: pode significar, por exemplo, outro ou então novidade, inovação. O passado recente não deixa dúvidas quanto à capacidade dos governos piorarem o que poderia ter ido muito melhor sem sua interferência no município. Os exemplos são muitos. Vias públicas esburacadas e sem luz, postes e placas de sinalização sujas, danificadas e fora de prumo, calçadas intransitáveis e cheias de mato são alguns desses exemplos. A zeladoria tem a incumbência de cuidar da limpeza, ordem, conservação, no entanto faz muito tempo que não temos isso em Guaíra. O que se vê é uma cidade cada vez mais abandonada em questões que poderiam ser tratadas por simples zeladoria. Aqueles que nos visitam, faz muito tempo, não levam uma boa impressão de Guaíra, uma vez que a cidade está encardida e o desmazelo salta aos olhos. Até aqui tratamos do aspecto urbano, porém outras questões incomodam mais os guairenses: atendimento à saúde, necessidade de adotar um novo modelo de ocupação urbana e o persistente problema da segurança. E o que dizer das práticas que aumentaram os gastos públicos e das dádivas com que são e foram premiados vários componentes do aparato de sustentação política, práticas introduzidas em sucessivos governos do município? A esse cenário é preciso acrescentar falta de gestão para enfrentar os pequenos e inúmeros problemas da cidade. Faz tempo que o orçamento do município não privilegia o investimento ou a formação de capital fixo. O foco principal, entra governo sai governo, continua sendo o custeio, numa corrida constante por aumento de cargos e salários. Com esse modo de atuar, nossos governantes passam para a população o sentimento de que obras necessárias para a modernização da cidade dependem sempre de verbas parlamentares ou ajuda do governo do estado ou do governo federal. Ao salientar esse procedimento, é evidente, que não desconheço a importância de ações políticas para conseguir ajuda de outras esferas de governo às prefeituras. Se nesse e em muitos dos governos passados, o gasto público tivesse sido tratado com rigidez e propriedade, muito provavelmente Guaíra estaria melhor. As cidades, tal como nós, também envelhecem e por isso investimentos em modernização são necessários, a exemplo de exercícios físicos para a terceira idade. Posso estar sendo duro demais e até mesmo injusto nessa análise, mas o objetivo dessas observações é construtivo. Há alguns meses da eleição municipal, estamos diante de uma nova oportunidade para mudar a maneira de administrar o município de Guaíra. Projetos de poder, desqualificação de adversários, procura por chifres em cabeças de cavalo e dragões que cospem fogo não podem, uma vez mais, ocupar o centro da próxima campanha eleitoral. O município de Guaíra é pujante e seus habitantes laboriosos. Sempre ocupou posição de destaque no Índice de Participação dos Munícipios na Arrecadação do ICMS entre os 645 municípios do estado, e o orçamento de sua prefeitura é de R$ 163 milhões. Às vésperas de uma eleição para escolha de um novo prefeito, há uma percepção entre seus eleitores que, desta vez, o novo prefeito não pode ser simplesmente um outro. Há um sentimento de fadiga em eleger candidatos que irão conduzir o município rezando na velha cartilha de sempre. José Carlos Soares, ao se apresentar como candidato a prefeito, representa uma novidade que aparece em boa hora. Sua candidatura significa o novo no cenário político de Guaíra e tem tudo para ser vitoriosa. Se eleito, o novo prefeito de Guaíra será um inovador. Por seu idealismo e vasta experiência administrativa ele tem o meu apoio.