O Estado de São Paulo convoca toda a população do público-alvo para comparecer aos postos nesta reta final da campanha de vacinação contra a gripe, que se encerra em 9 de julho, mas ainda têm baixas coberturas. Até o momento, os percentuais de todos os públicos ainda estão abaixo de 62% com exceção dos indígenas, totalmente vacinados.
Esta terceira e última etapa da campanha, que começou no dia 9 de junho, está disponível para pessoas com comorbidades e com deficiência (física, auditiva, visual, intelectual e mental ou múltipla); caminhoneiros, trabalhadores portuários e de transporte coletivo; profissionais das forças armadas, de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional; população privada de liberdade e jovens e adolescentes sob medidas socioeducativas.
Visando reduzir aglomerações para reforçar a prevenção à COVID-19, o cronograma da campanha foi dividido em três etapas e, mesmo entre os grupos inseridos anteriormente e que ainda podem comparecer aos postos, ainda há baixa adesão.
A primeira etapa começou em 12 de abril, voltada a crianças até 5 anos, gestantes, profissionais da saúde e puérperas. Também foram vacinados indígenas, plenamente alcançados com a campanha.
Outras pessoas estavam incluídas na segunda etapa, realizada a partir de 11 de maio. Mas nem todas procuraram os postos até o momento. Entre os idosos, que tradicionalmente têm alto engajamento na campanha, foram aplicadas 44.756 mil doses na região de Barretos, o que equivale a apenas 58% da cobertura vacinal. Também foram imunizados 4.170 mil professores, com 70,9% de alcance.
“Contamos com a participação de todos os públicos para a conclusão da campanha, sobretudo, com a finalidade de se protegerem contra o vírus Influenza. É fundamental a conscientização de todos quanto a importância de se vacinar “, diz a diretora de Imunização da Secretaria, Nubia Araújo.
Seguindo a legislação, deverão ser priorizados nas salas vacinais os idosos com mais de 80 anos e há triagem diferenciada e orientações para quem apresentar sintomas respiratórios.
O Instituto Butantan disponibiliza ao Brasil 80 milhões de doses da para a campanha nacional, com produção integral do imunizante e sem necessidade de importação de matéria-prima. O imunizante deste ano é constituído por três cepas de Influenza: A/Victoria/2570/2018 (H1N1)pdm09; A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2); e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).
“A gripe e a COVID-19 são doenças respiratórias que circulam simultaneamente aqui no Estado. Por isso, toda medida preventiva é necessária para cuidar de si e do próximo. A vacina é totalmente segura e não causa gripe, pois é composta apenas de fragmentos do vírus que garantem a devida proteção”, complementa Núbia.
Desta forma, todos os que fizerem parte da lista de vacinação devem procurar a USF – Unidade de Saúde da Família – de sua referência para tomar a dose contra a gripe; sempre das 13h às 15h30.
COVID-19
Quem está nos grupos da campanha de gripe e também estiver entre os públicos da vacinação contra COVID-19 deve respeitar um intervalo de 14 dias para receber doses destinadas a prevenção contra estas doenças.
Se houver interesse em intercalar o cronograma, como o imunizante contra o novo coronavírus é aplicado em duas doses, é possível receber a primeira, aguardar 14 dias para receber a da gripe, e depois esperar no mínimo mais 14 dias para receber a segunda dose contra COVID-19.