Psicóloga fala sobre a diferença entre tristeza e depressão

A profissional Daiara Cardoso apontou as diferenças para que pais possam identificar o que acontece com seus filhos

Saúde
Guaíra, 14 de março de 2019 - 11h19

Você consegue identificar a diferença entre tristeza e depressão? A psicóloga Daiara Cardoso, graduada pela Unifafibe e pós-graduanda em psicologia clínica e psicologia do trânsito, concedeu entrevista ao O Guaíra para apontar os sinais diferentes entre cada, para que pais e responsáveis possam ajudar seus filhos.

“Na tristeza: Há um motivo justificável, um acontecimento triste, um fracasso, uma perda por exemplo. A tristeza é temporária, e diminui conforme o tempo passa ou o motivo da tristeza se afasta”, comenta a profissional, identificando os sintomas, como: vontade de chorar, angústia, desmotivação.

Já na depressão, não há um motivo aparente que justifique os sintomas. “A pessoa acha sempre tudo ruim, sem sentido, triste, perde o interesse nas atividades que geralmente eram prazerosa. Tem autoestima baixa, sentimento de culpa e até mesmo pensamentos suicidas”, alerta Daiara.

Além disso, a depressão pode vir acompanhada de sintomas físicos adicionais. “A diminuição da atenção, perda ou ganho de peso e dificuldade em dormir ou mesmo muito sono, por exemplo, são alguns dos sinais da depressão”, cita.

Segundo Cardoso, esses e outros sintomas causados pela depressão costumam ultrapassar 14 dias. “A base do tratamento geralmente inclui medicamentos combinados de psicoterapia. Por isso é necessário procurar um profissional habilitado para isso. Não deixe de observar aqueles que estão ao seu lado. E, se o caso estiver acontecendo com você, não deixe de pedir ajuda”, diz.

Não são apenas crianças…

A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) referentes a 2015. “Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%”, esclarece a psicóloga.

Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. “Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos. Por isso é tão importante ficarmos atentos com os nossos companheiros, pais e familiares. Qualquer sinal, procure um profissional”, finaliza Daiara.



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