Remédios para o colesterol podem ajudar no tratamento da Covid-19

Médica revela o papel das estatinas no contra-ataque à infecção pelo coronavírus e aponta outras medidas para resguardar o coração nestes tempos

Saúde
Guaíra, 11 de agosto de 2020 - 07h32

A notícia é boa: as estatinas são uma opção de tratamento complementar contra a doença causada pelo coronavírus. Isso porque esses remédios, indicados para pessoas com colesterol elevado, problemas cardiovasculares, diabetes, entre outras condições, protegem a parede dos vasos e modulam a inflamação, reduzindo o risco de trombose. É um efeito particularmente vantajoso diante da Covid-19.

Indivíduos infectados pelo novo vírus podem apresentar um processo inflamatório nas células que revestem os vasos sanguíneos. Além de controlar o colesterol no sangue, sua função clássica, os comprimidos de estatina têm justamente ação anti-inflamatória e melhoram o estado das artérias pelo corpo.

Um estudo retrospectivo feito na China com 13 981 pacientes de Covid-19 demonstrou que, na fase de internação hospitalar, a prescrição de estatinas esteve associada a menor risco de morte por todas as causas. Não é que elas, sozinhas, revertam o problema, mas se somam ao arsenal já empregado contra a doença para impedir agravamentos. Tudo sob supervisão médica, convém frisar.

O uso de remédios deve continuar – Uma preocupação de quem testa positivo para o coronavírus é dar sequência ou não aos medicamentos de uso contínuo durante o período de convalescença. No caso dos remédios para controle do colesterol, sim, essa rotina deve persistir. Ainda que tenhamos de aguardar novas evidências dos estudos em relação à Covid-19, quem precisa tomar estatina está garantindo proteção cardiovascular com segurança — e poderá se beneficiar desse outro efeito da droga frente à infecção. Além disso, vale ressaltar que o uso combinado de estatinas e de medicamentos normalmente prescritos para o controle da pressão arterial não promove agravamento   nem aumento do risco de mortalidade em pessoas com hipertensão que pegam o coronavírus. Isso já foi comprovado cientificamente. Ou seja, ambos os tratamentos devem seguir em frente. (Fonte: Veja)


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