Secretário de Educação de SP se diz contra adiar volta às aulas para 2021

O retorno oficial das aulas é previsto para 7 de outubro, o que só ocorrerá se 80% do estado estiver por 28 dias seguidos na fase amarela

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Guaíra, 25 de agosto de 2020 - 13h55

O Governo de São Paulo vai publicar nesta semana uma resolução para regulamentar a necessidade de os 645 municípios manifestarem se vão ou não aderir ao plano de retomada das aulas presenciais sugerido pelo Estado. A previsão é que as escolas possam reabrir opcionalmente para aulas de recuperação a partir de 8 de setembro. Todavia, as prefeituras terão autonomia, embasadas pelos indicadores epidemiológicos de suas regiões e aval da vigilância sanitária, para acompanhar ou não o calendário.

As 91 Diretorias de Ensino ligadas à rede estadual de São Paulo ficarão responsáveis pelo contato com as prefeituras, respeitando as circunstâncias locais em relação à pandemia do coronavírus, e por acompanhar as decisões locais. Os calendários abrangem tanto as escolas públicas quanto as particulares.

Para o secretário de Educação do estado, Rossieli Soares, ele é contra adiar, neste momento, a volta às aulas presenciais para o ano que vem. Ele contou, ainda, planos de unificar as notas de 2020 e 2021 e decidir pela aprovação apenas no final do ano que vem.

Rossieli defendeu avaliar a situação da pandemia “semana a semana, mês a mês” e afirmou que “se pudermos voltar um dia [ainda em 2020], fará diferença”.

CRONOGRAMA PREVISTO
Para retomar atividades presenciais a partir de 8 de setembro, as escolas devem estar em regiões que permanecem ao menos há 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo. As unidades podem receber alunos para aulas de reforço, recuperação e atividades opcionais.

Nesta primeira etapa, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, o limite máximo é de até 35% dos alunos em atividades presenciais. Para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio, o limite máximo é de 20%.

O retorno oficial das aulas é previsto para 7 de outubro, o que só ocorrerá se 80% do estado estiver por 28 dias seguidos na fase amarela. A retomada será gradual e, na primeira etapa, vai atingir até 35% dos alunos.

“Organização de ciclos”

Rossieli admitiu que o ano letivo de 2020 foi bastante impactado pela pandemia de coronavírus e voltou a dizer que nenhum aluno será reprovado em dezembro. O secretário, no entanto, rejeitou o termo “aprovação automática” e disse que prefere chamar a decisão deste ano de “organização de ciclos”.

Ele explicou que, se um ano tem geralmente 4 bimestres, desta vez os alunos terão 8 bimestres para recuperar a nota e conquistar a aprovação lá na frente, no final de 2021. Funcionará assim: no final de 2020, a criança vai ser aprovada normalmente e no ano que vem segue para a próxima série. As notas de 2020 serão somadas às notas de 2021 e, então, a média será calculada com o desempenho dos últimos oito bimestres letivos.

“Neste ano e no próximo não compreendemos que podemos reprovar, mas não é aprovar de qualquer jeito”, afirmou. “[O aluno] vai ser cobrado, mas vai ter mais tempo de recuperar, de correr atrás”.

 


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