
“O DEAGUA está sucateado. Sem dinheiro, não há gestor, secretário ou diretor que faça milagre”, afirmou o vereador, em um dos momentos mais duros de sua fala. André lembrou que R$ 5 milhões foram repassados ao departamento no ano passado, mas que, até agora, nenhuma solução estrutural foi apresentada.
Para o parlamentar, insistir em manter tudo como está é empurrar o problema para frente. Ele defende que um redirecionamento no preço da água, feito com responsabilidade e critério, seria uma medida saudável e necessária para garantir manutenção, investimentos e melhoria real no serviço. “Às vezes, se fosse de graça, estaria melhor. Mas do jeito que está, não dá para manter qualidade”, disparou.
Água barata, serviço caro para a população
Segundo André, o problema não está nos profissionais que atuam na linha de frente, mas na falta absoluta de recursos. Sem dinheiro, faltam investimentos em manutenção, modernização da rede e atendimento adequado aos bairros. O resultado aparece sempre que chove: transtornos, reclamações e uma população que paga a conta da falta de planejamento.
“O DEAGUA está abandonado. Quem está lá faz o que pode, mas não tem como avançar sem recurso”, reforçou.
Discurso que foi além do DEAGUA
Embora o foco maior tenha sido a crise do departamento de água, o vereador também abordou outros temas sensíveis. Ele destacou conquistas recentes, como R$ 100 mil para a SOGUBE, R$ 400 mil para o asilo e quatro motos para a Guarda Municipal, fruto de articulação com a deputada Graziela. Também defendeu justiça ao servidor público com o descongelamento do quinquênio, lembrando que “sem servidor, a máquina não funciona”.
Mas André fez questão de quebrar o clima excessivamente otimista de parte do plenário. “Parece que Guaíra está 100%, sem problemas. Mas as demandas chegam todos os dias”, disse, citando reclamações constantes na saúde, educação, creches com problemas estruturais e um trânsito sem planejamento técnico.
Um recado direto
Ao final, o vereador deixou claro que o discurso não é de ataque, mas de alerta. Para ele, ignorar a situação do DEAGUA hoje é comprometer o amanhã. Resolver o problema exige coragem política, planejamento e decisões impopulares, porém necessárias.
“Estamos aqui para buscar soluções justas. Quem ganha com isso é a população”, concluiu.

