Estimativa recorde de safra sul-americana continua a ser o ponto focal do mercado internacional, que nesta semana, teve baixa de 1% na bolsa de valores de Chicago. Mas atraso do plantio de soja no Brasil continua a preocupar e pode ser um fator de sustentação de preços no futuro. Demandas chinesa e norte-americana estão dando sustentação aos preços internacionais que continuam oscilando próximo de UScents 13/bu.

Dólar. Dólar tem queda de 1,15% na semana.
O dólar estava caindo durante a semana, chegando a ficar abaixo de R$ 5,00, com os riscos de inflação e bons resultados em empresas multinacionais animando o mercado. A valorização do aço no mercado internacional também apontava uma melhora na economia chinesa, o que é bastante benéfico para o Brasil. Mais ao final da semana, resultados decepcionantes das maiores empresas de tecnologia do mundo e dúvidas quanto às metas de endividamento do Brasil fez com que o real desvalorizasse.

Prêmios de porto volta baixar e tem desvalorização de 11,75% na semana 2.3. Mercado interno. Mercado nacional tem baixa de 0,19%, motivado pelas quedas dos preços internacionais, prêmios de porto (-11,76%) e dólar (-1,15%). Segundo a Conab, o percentual de plantio da safra 2023/24 até o dia 21 de outubro é de 28,4%. No mesmo período de este percentual era de 34,1%.
Comentário do analista.
Mercado internacional continua a monitorar clima e plantio de soja do Brasil. Com principal atenção a:
Mato Grosso: O plantio ultrapassa mais da metade da área prevista. As precipitações têm variado, tanto em volume como em distribuição geográfica. A maioria das lavouras se encontra em bom desenvolvimento vegetativo, porém nota-se os efeitos das chuvas irregulares associadas às altas temperaturas.
Rio Grande do Sul: O plantio ainda é incipiente devido ao excesso de precipitações, o que tem dificultado os trabalhos de dessecação e o acesso de máquinas no campo.
Paraná: As lavouras estão, principalmente, em desenvolvimento vegetativo e apresentam um bom desenvolvimento. Em algumas áreas localizadas no extremo oeste monitoramento das lavouras 17 e no Norte, observa-se o atraso no desenvolvimento devido às baixas precipitações, enquanto, em outras regiões, ocorre a restrição pelo excesso de chuvas.
Goiás: O progresso da semeadura é considerado lento e em algumas áreas a operação foi paralisada em função da escassez de chuvas. A maioria das lavouras apresentam boas condições, porém há relatos pontuais de lavouras em condições regulares ou ruins. As áreas produtivas sob pivôs estão em boas condições.
Mato Grosso do Sul: O plantio está atrasado em relação à safra passada devido à irregularidade das precipitações. O volume de chuvas está abaixo do ideal em várias localidades, porém suficiente para o desenvolvimento da soja recém semeada.
Bahia: O plantio ocorreu somente sob o manejo irrigado. As lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo.
Tocantins: O plantio foi iniciado, especialmente, na região Oeste devido aos bons volumes de chuva. Porém, a redução recente das precipitações diminuiu o ritmo de implantação.
Maranhão: O plantio foi iniciado na região de Balsas, em razão dos bons volumes de chuva. Algumas regiões do estado ainda estão no período de vazio sanitário.
Santa Catarina: O excesso de chuva não permitiu o início do plantio na região da Serra. Nas demais regiões, a semeadura avança de forma lenta e em algumas áreas registra-se problemas na germinação das sementes.
Pará: O plantio avançou pouco diante o baixo volume de chuvas na região da BR-163 e de Santana do Araguaia, locais onde ocorre o início do plantio no estado.
Fonte: Conab
Apoio: Sindicato Rural de Guaira


