Tratoraço pede revogação da lei de aumento de tributos em diversos setores

Guaíra participou da manifestação, com apoio do sindicato rural da cidade, empresas e outras entidades representativas do agro. Governo anunciou a suspensão do aumento de impostos sobre insumos, mas nada foi dito sobre a energia elétrica e diesel

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Guaíra, 8 de janeiro de 2021 - 08h48

Mais de 300 cidades paulistas participaram do “Tratoraço” realizado ontem, dia 07,  como manifestação contra o aumento na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) determinado pelo governador João Doria com início no dia 1º de janeiro.

Na quarta-feira, 06, Dória chegou a suspender esses decretos, alegando que a população de baixa renda, que já não vai ter mais o auxílio emergencial do governo federal, poderia ser prejudicada pela redução dos benefícios do ICMS. Porém,  outros pleitos importantes ficaram de fora, como energia elétrica, diesel, leite pasteurizado e hortifrutigranjeiros – esses dois últimos fundamentais nas cestas básicas.

Para a  Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), “agora sim  o Governo está no caminho certo”, entretanto, apesar do anúncio do fim do aumento, o tratoraço foi mantido porque o governador atendeu parte das propostas do agronegócio, deixando outros de fora, que também impactam os custos de produção do setor. 

“Esses aumentos no ICMS ainda causam grandes impactos no agronegócio paulista, principalmente para os pequenos produtores rurais, que representam 78% do Estado, e para a sociedade como um todo”, disse a FAESP. O tratoraço, apoiado pela Federação, reuniu mais de 100 sindicatos rurais, associações e cooperativas.

Em Guaíra

Em Guaíra, o Tratoraço aconteceu ao longo da Avenida João Batista Santana, com apoio do Sindicato Rural de Guaíra, representado pelo presidente Mario Sergio Silvério, que agradeceu a todos os produtores e demais segmentos que participaram do movimento.

O presidente do sindicato rural de Miguelópolis, Julio Mendonça e o vice-presidente da FAESP, Tirso Meirelles, também estiveram presentes. Tirso percorreu diversos municípios para acompanhar a paralisação, inclusive em Guaíra. “Estou extremamente feliz de encontrar produtores e trabalhadores unidos para que possamos fortalecer a nossa produção, manter o homem do campo produzindo para a sociedade. não podemos aceitar aumento de impostos num momento principal como essa pandemia, onde a sociedade está sofrendo, empobreceu, temos uma quantidade enorme de desempregados, em torno de 15 milhões; 36 milhões na informalidade. esse é o momento de união da sociedade e esse movimento, pacifico e ordeiro, mostra para a sociedade que o aumento do produto não é o produtor, nesse caso específico são os impostos”, disse.

O produtor Francisco Muraishi disse que eles estão unidos e que se o governo não atender aos pedidos, mais movimentos surgirão.


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