Vacinação contra H1N1 ainda está muito abaixo da meta em Guaíra

Números de terça-feira, dia 9, mostram que gestantes e puérperas continuam muito abaixo dos 90% de cobertura preconizada pela campanha

Saúde
Guaíra, 11 de junho de 2020 - 00h37

A Secretaria de Saúde de Guaíra continua preocupada com a situação da cobertura vacinal da H1N1 (gripe) este ano, especialmente no tocante ao grupo das crianças, cuja imunização está somente em 58,46%. O estipulado pelo Ministério da Saúde para os grupos prioritários é uma cobertura vacinal de 90%. Gestantes e puérperas (mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias) também têm baixa procura pelas doses da H1N1. As grávidas, até terça-feira, dia 9 tinham chegado à marca de 56,80% e das novas mães, foram imunizadas 46,30%.

Vale lembrar que para segmentos prioritários a vacina é gratuita e neste ano, devido à pandemia de Covid, a campanha foi antecipada, começando no dia 23 março e estendida até o dia 30 de junho.

O Ministério da Saúde fez cronograma para evitar a aglomeração nos postos de saúde, mas nos primeiros dias, devido à grande procura dos idosos, ocorreram filas. Entretanto, no decorrer da campanha, a procura foi fraca, o que preocupa a Secretaria de Saúde, uma vez que a Influenza é uma doença que pode evoluir para um quadro grave e causar morte.

A Secretaria de Saúde do Município conclama a todos os pertencentes aos grupos abrangidos pela campanha, com enfoque especial para crianças, gestantes e puérperas que ainda não tomaram as doses, que procurem um posto de saúde mais próximo para serem imunizados contra a H1N1.

Esta vacina é importante, principalmente, durante a pandemia, não protege contra o Coronavírus, porém, evita que os pacientes contraiam a gripe H1N1, que também é uma doença grave, e por outro lado facilita diagnóstico nos casos suspeitos da Covid-19, ou seja, o médico souber que o paciente foi imunizado para H1N1 tem mais subsídios para fechar um diagnóstico no caso de suspeita de infecção pelo novo Coronavírus.

Quem pode tomar a vacina gratuitamente: idosos (60 anos e mais); Trabalhadores da saúde; Professores de escolas públicas e privadas; Profissionais das forças de segurança e salvamento; Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; Crianças de 6 meses a menores de 6 anos; Gestantes; Puérperas; Povos indígenas; Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; População privada de liberdade; Funcionários do sistema prisional; Adultos de 55 a 59 anos de idade.


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