Câmara de Miguelópolis deve chamar suplentes após prisão de vereadores

Agora
Guaíra, 16 de setembro de 2016 - 08h07

Cinco foram presos e três estão foragidos na Operação Cartas em Branco. Gaeco apura fraudes em licitações que desviou R$ 6 milhões da Prefeitura

Com cinco vereadores presos e outros três foragidos por suspeita de participação em um esquema que desviou ao menos R$ 6 milhões da Prefeitura de Miguelópolis, a Câmara do município avalia quais medidas serão tomadas para que os trabalhos no Legislativo não sejam prejudicados.

A última sessão, que deveria ter acontecido na segunda-feira (12), foi suspensa por falta de quórum: das 11 cadeiras, apenas quatro continuam sendo ocupadas – apesar de oito parlamentares serem investigados, um deles já estava afastado por problema de saúde.

Walter Sampaio (PT do B) sofre de Mal de Parkinson. A doença também levou a Justiça a reconsiderar a prisão, que foi convertida em domiciliar. O suplente, Edilson de Freitas (PEN), ocupa a cadeira desde o início do mês.

Agora, o presidente da Casa, Alceu Silva Junior (PP), avalia a convocação dos suplentes. O assessor técnico legislativo Anderson Freitas explicou que, caso a medida seja adotada, a folha de pagamento passará a contar com 19 vereadores, entre atuantes, afastados e interinos.

Freitas disse que a sessão de segunda-feira também será remarcada para os próximos dias.

INVESTIGAÇÃO

O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) Rafael Piola explicou que os três vereadores cujas prisões já foram decretadas são considerados foragidos.

Piola disse ainda que todos os investigados estão afastados das funções públicas, mas não tiveram os direitos políticos cassados, ou seja, podem continuar com as campanhas eleitorais, apesar de estarem presos.

“Todos foram denunciados pelo crime de corrupção, por terem recebido algum tipo de benefício, seja em dinheiro, em espécie, ou em privilégios, como a indicação de pessoas, familiares ou correligionários, para cargos comissionados na Prefeitura”, afirmou.

Ainda de acordo com Piola, nenhum parlamentar se predispôs a fazer acordo de delação premiada. Eles foram levados para o Centro de Detenção Provisória de Franca (SP) e devem cumprir prisão preventiva.

Iniciada em abril, a Operação Cartas em Branco do Gaeco investiga um esquema de fraudes em licitações e contratos na Prefeitura de Miguelópolis, que teria desviado inicialmente R$ 6 milhões dos cofres públicos entre 2013 e 2015. G1


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