Conselheiro Tutelar pede mais atenção no combate à pedofilia virtual

Evaldo Gabriel orienta para que os adultos se atentem aos seus filhos em frente a celulares e tablets

Geral
Guaíra, 20 de maio de 2020 - 23h03

São muitas as perguntas sobre a questão da pedofilia no município e a preocupação vem aumentando cada dia mais. São crianças e adolescentes vítimas de monstros, aos quais, na maioria das vezes, possuem vínculo afetivo muito próximo.

Para o conselheiro tutelar Evaldo Gabriel, o abuso destrói a alma e começa um processo de autoflagelação no íntimo do ser humano, precisando de uma intervenção psicológica ou até psiquiátrica. “Com a modernidade, muitos se aproveitam das redes de comunicação social para cometer o assédio. Trata-se de casos aonde pedófilos enviam fotos e/ou vídeos pornográficos para crianças ou fazem vídeo-chamadas expondo os órgãos sexuais estimulando a criança fazer o mesmo”, retrata.

Segundo ele, trata-se do crime de assédio sexual virtual de vulnerável. “O tipo penal foi inserido no Estatuto da Criança e do Adolescente em 2008 através da Lei Federal 11.829/2008. Nas mesmas penas incorre quem: facilita ou induz o acesso à criança de material contendo cena de sexo explícito ou pornográfica com o fim de com ela praticar ato libidinoso; pratica as condutas descritas no caput deste artigo com o fim de induzir criança a se exibir de forma pornográfica ou sexualmente explícita”, explica Evaldo.

Para ele, são necessárias mais políticas públicas em combate a esse “câncer” da sociedade. “É preciso promover campanhas nas escolas, criar um conselho municipal para promover ações  de combate e apoio às vítimas… Guaíra tem uma das melhores estruturas para atender a criança e adolescente tornando referência na região, com CREAS e com um olhar firme da gestão da assistência  social e trabalho muito firme do Conselho Tutelar e Ministério Público quando chega a denúncia. Precisamos quebrar o silêncio e banir de vez qualquer tipo de violência contra a criança e adolescente, idoso e mulher de nossa sociedade”, reafirma.

“Faça você um instrumento de libertação, disque 100 ou baixe o aplicativo, denuncie! Não precisa se identificar, é totalmente sigiloso. Há de se cuidar do broto para que a vida nos de flor e frutos”, finaliza Evaldo.

 


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