
Ao longo do mês foram realizados 80 atendimentos, sendo 14 destinados a adolescentes, um a criança e 65 envolvendo adultos, em sua maioria pais ou responsáveis. Em relação ao perfil do público atendido, 60 eram do sexo feminino e 18 do masculino.
Entre as medidas aplicadas pelo órgão, foram expedidos 16 termos de advertência aos pais ou responsáveis e 13 aos adolescentes, além da realização de quatro visitas domiciliares, cinco atendimentos a denúncias, 30 notificações, 35 orientações e 38 encaminhamentos para outros serviços da rede de proteção.
Na área dos conflitos familiares, o levantamento aponta 11 casos relacionados a problemas de comportamento, 14 orientações sobre guarda de menores, oito ocorrências de bullying, cinco situações classificadas como de risco, quatro acolhimentos em família extensa, três registros de maus-tratos, dois casos de violência física, dois de negligência, um de violência psicológica, além de um caso de abandono material, um de abandono intelectual e um registro de suposto abuso sexual, que passou a receber o acompanhamento previsto na legislação.
Os problemas escolares também tiveram destaque nas estatísticas. Foram registrados 18 casos de faltas escolares, 12 de mau comportamento, 12 solicitações relacionadas à oferta de vagas, cinco transferências, três ocorrências de agressão e um caso de evasão escolar, demonstrando que a parceria entre escolas, famílias e órgãos de proteção continua sendo fundamental para garantir a permanência e o desenvolvimento dos estudantes.
O relatório ainda informa que o Conselho Tutelar realizou três plantões durante o período, assegurando atendimento em situações emergenciais.
Os dados reforçam que a atuação do Conselho Tutelar vai muito além das medidas de proteção em casos de violência. Grande parte do trabalho é voltada à orientação das famílias, mediação de conflitos, acompanhamento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e articulação com a rede municipal de assistência, educação, saúde e Justiça.
O balanço de junho evidencia que o fortalecimento dos vínculos familiares, o acompanhamento da vida escolar e a atuação preventiva permanecem entre os principais desafios para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes no município.

