CREAS acompanha casos de negligência contra idosos no município

Pessoas que presenciarem possíveis casos de agressões, maus tratos ou abandono podem fazer a denúncia anônima através do Disque100

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Guaíra, 29 de abril de 2020 - 23h31

Na última semana, o relato de uma internauta comoveu os guairenses. Ela confessou ter presenciado, nos últimos dois meses, a agressão de duas pessoas a um idoso com problemas de saúde, no Bairro Jardim Paulista. “Deu um aperto no coração. E o rapaz que mora lá tem uma caixa de som muito grande, ele coloca o som muito alto para perturbar o senhor de idade. Gente, pelo amor de Deus, ajude esse senhor”, disse. A cidadã foi orientada a procurar as autoridades para fazer a denúncia anônima.

Devido ao isolamento social e, consequentemente, o aumento de convívio entre as famílias dentro das residências, o CREAS (Centro de Referência Especializado da Assistência Social) tem aumentando a fiscalização para evitar possíveis agressões ou negligências no lar familiar, mas aponta que na cidade não houve aumento durante a pandemia.

De acordo com a diretoria da Assistência Social municipal, 70% da demanda de idosos atendida pelo CREAS estão relacionadas à procura pelo Serviço de Acolhimento Institucional de Longa Permanência e Serviço de Centro Dia. “Dentro deste percentual, geralmente, são identificadas também situações de negligência contra o idoso”, conta Erica Zampieri Nadayoshi.

Segundo ela, ocorreu uma mudança no perfil das pessoas acima de 60 anos em Guaíra, pelo aumento da expectativa de vida e pelas mudanças de alguns indicadores de saúde, como a queda da taxa da mortalidade. “Com o envelhecimento, naturalmente há o aumento de enfermidades e algumas incapacitam o idoso, comprometendo a sua autonomia devido às alterações sociais, físicas e cognitivas e/ou emocionais, o que gera maior demanda de cuidados permanentes por parte do grupo familiar cuidador e ou rede de apoio. Sendo assim, quem exerce a função de cuidador demonstra sobrecarga associada à fadiga física e mental”, explica.

De acordo com Érica, os outros 30% estão relacionados especificamente às demais situações de ameaça ou violação de direitos, como negligência, abandono, maus tratos, ao uso de substâncias etílicas e psicoativas por membros do contexto familiar do idoso, dentre outros fatores que colocam este em risco. “Ressaltamos que do público atendido pelo CREAS, os idosos não representam o maior percentual de pessoas afetadas; isso se deve ao fato da ampla diversificação de serviços ofertados a este público como: o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, o Serviço de Centro Dia, as ações ofertadas pelos Centros de Referência de Assistência Social através do Programa de Atenção Integral a família, além dos ofertados pelo Esporte, Cultura e Fundo Social de Solidariedade.”

Entretanto, a diretoria tem acompanhado denúncias pelas redes sociais, de vizinhos que presenciam casos de agressão a idosos e solicita para que essas denúncias sejam feitas formalmente e não apenas por grupos de WhatsApp ou Facebook. “É papel das políticas públicas e da sociedade em geral zelar pela proteção integral do idoso. Nos casos de conhecimento de idosos que se encontram em situação de risco pessoal e social, as pessoas devem formalizar a denúncia através do Disque 100 (Disque Direitos Humanos), Ministério Público ou Polícia Militar. As denúncias são anônimas e o sigilo é resguardado”, finaliza.

 


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