Chega de chororô

Editorial
Guaíra, 7 de maio de 2016 - 08h06

Os aliados do governo estão em um chororô danado, dizendo que se Cunha tivesse saído antes o impeachment de Dilma não teria acontecido. Então vamos dar uma requentada nas notícias.

Muita gente, que ainda defende Dilma, se baseia na desinformação que o Planalto vem divulgando ardentemente através das centenas de blogs financiados. Depois de compreenderem relativamente o que foram as pedaladas fiscais – e entenderem que a desculpa de que outros também o fizeram não chega nem mesmo a ser uma desculpa – agora a moda da vez é dizer que elas só foram feitas para bancar os programas sociais.

Balela das grandes. Dos 160 bilhões de reais do rombo causado pelas pedaladas ano passado, menos de 10% disso foi para pagar Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e outros programas sociais. O grosso mesmo foi para cobrir o buraco do BNDES, onde 70% dos empréstimos dados pelo banco em 2015 foram para 1% das empresas brasileiras, coincidentemente todas doadoras da campanha de Dilma Rousseff.

Sem contar que boa parte desses empréstimos foram para obras faraônicas fora do Brasil, como o Porto de Cuba, ou refinarias na Venezuela, que não trazem vantagem nenhuma ao Brasil.

Nas redes sociais se fala que Temer adotará medidas de rigor fiscal para sanar os rombos do desgoverno Dilma. Propaga-se um vídeo de um suposto professor prevendo os cortes do Temer de tal forma que parece que João Santana o orientava por trás das câmeras. Por pouco não colocou-se um prato de comida desaparecendo da mesa. Lembram disso?

Vejamos, por exemplo, o Fies e do Pronatec. Ninguém duvida que o ensino universitário da população é fundamental. Mas o ensino fundamental, é mais fundamental ainda, com o perdão do trocadilho.

A Pátria Educadora de Dilma ao criar o Fies e Pronatec fez apenas com que instituições privadas passassem a receber uma grande bolada do governo, em troca de vagas para os mais necessitados. Mas de que adianta isso se nosso ranking de ensino fundamental caiu mais de 100 posições desde que Dilma assumiu a presidência em 2010?

E de que adianta estimular as faculdades privadas enquanto as públicas estão à beira da falência?  No Rio de Janeiro, Uerj e Fundão estão em petição de miséria. E a USP, que os brasileiros sempre se orgulhavam tanto por sempre estar em posição de destaque, hoje comemora somente o fato de não ter saído da lista das 100 melhores universidades.

O Fies e Pronatec, grandes vitrines do governo Dilma só mostram o que foi esse governo: gastar um dinheiro que não se tinha com coisas erradas. E em proveito de instituições particulares ao invés das públicas.

Qualquer dona de casa sabe que gastar acima do que a renda da família vai trazer problemas no futuro. Gastar então com as coisas erradas só encurtará mais o caminho para falência.

Dilma não sabia disso e o resultado está ai. Resta agora que seus militantes entendam isso de uma vez por todas.


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