Da prisão para os gramados

Editorial
Guaíra, 29 de março de 2017 - 08h01

O Brasil é mesmo o país dos contrastes. Enquanto uma detenta amamenta seu filho através das grades da prisão, a esposa de Sergio Cabral tem o seu cárcere revertido em reclusão domiciliar porque ela tem que cuidar do filho de 14 anos.

Também foi a vez do goleiro Bruno – ex-Flamengo, acusado de participar do assassinato de Eliza Samúdio e condenado a 22 anos e três meses de prisão, que conseguiu um habeas corpus e deixou a prisão no final de fevereiro.

A saída do cárcere privado levou o antigo camisa 01 rubro-negro de volta ao futebol. Nas poucas entrevistas que deu durante sua prisão, o jogador sempre deixou claro a vontade de retornar aos campos e a porta de entrada para o seu retorno foi aberta pelo Boa Esporte Clube, que assinou contrato com Bruno por dois anos.

A dúvida que paira no ar é se um ex-presidiário, com envolvimento em assassinato, será bem aceito novamente em seu meio de trabalho.

O goleiro está cada vez mais perto de fazer a sua estreia com a camisa do Boa Esporte (MG). Na última segunda-feira (27), ele passou por novos exames médicos, mostrando estar com o físico em dia.

Como vem acontecendo nos últimos dias, muitos seguidores criticam a contratação e atacam o atleta. A maioria segue perguntando para o jogador “onde está o corpo de Eliza Samúdio”. Por outro lado, há também quem manda votos de boa sorte.

Bruno foi apresentado no Boa Esporte no dia 14 de março. Na época, deram cerca de 40 dias para o goleiro se preparar e ficar pronto para a estreia. Duas semanas depois, a equipe mineira ainda não trabalha com uma data oficial. Vale ressaltar que a situação de Bruno já está regularizada na CBF.

Taí, mais uma para o Brasil analisar.


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