De cabeça para baixo

Editorial
Guaíra, 14 de maio de 2017 - 16h00

O cidadão sabe que um país virou de cabeça pra baixo quando o “trabalhador honesto” chega para depor de jatinho fretado e o “juiz facista” chega no tribunal com uma quentinha de supermercado.

Mas, é bom relaxarmos.  É tudo manipulação da Globo ou culpa de Dona Marisa.

Do depoimento de Lula, tão analisado por todos merece mesmo que se relembre: em 2016 Lula, disse em alto e bom som: “Não precisava ter condução coercitiva. Bastava me chamar para depor que eu ira numa boa”.

O discurso mudou em 2017: Dois habeas corpus preventivos, um pedido de suspensão do processo, um pedido de adiamento do processo, um pedido para gravar o juiz e os membros do ministério público durante o depoimento, e convocação da militância armada para constranger o juiz.

Por vezes, o depoimento foi tenso, com interações ríspidas sobretudo entre Moro e a equipe que defende Lula. O ex-presidente disse que os procuradores que o acusam “não têm provas”, que a imprensa “é o principal julgador” do caso e que Moro nem sequer deveria ter aceito as denúncias que o levaram ao banco dos réus. Lula reclamou ainda das escutas telefônicas ordenadas por Moro e da condução coercitiva da qual foi alvo, em São Paulo, em março de 2016.

Lula não poupou o Juiz Sergio Moro e disse: “O Senhor se sente responsável pela Lava Jato ter destruído a indústria da construção civil neste país? O senhor se sente responsável por 600 milhões de pessoas que já perderam o emprego nos setores de óleo e gás da construção civil?”, perguntou a Moro. “O que prejudicou essas empresas foi a corrupção ou o combate à corrupção?”, retrucou o juiz, abrindo um debate.

A verdade é que cada um de nós julga este debate de acordo com suas convicções.


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