Está faltando o quê?

Editorial
Guaíra, 12 de março de 2019 - 10h25

Vira e mexe temos visto nas redes sociais – principalmente nelas – uma pergunta que não quer se calar ”O que falta em nossa cidade?”

Assim, para essa pergunta tem sempre um aparte, uma resposta, porque tem sempre alguém com alguma coisa a dizer, reivindicando algo. Nessas horas, há sempre respostas prontas para aquela pergunta. Porém, nunca vimos uma resposta com soluções, estas inexistem.

Agora, nesta época de chuvarada – sem parafrasear a chuva – chovem questionamentos. Alguns até com uma certa dose de razão, outros tão estapafúrdios que não merecem menções.

Um exemplo que deve receber total atenção é referente à proliferação de criadouros do fatídico mosquito transmissor de ”dengue” da ”Zica” e da ”Chikungunya”. Engrossamos a fileira daqueles que questionam e perguntamos: a Saúde pública (posto de saúde, pronto atendimento etc.) não deveria estar preparadíssima para fazer um exame de sangue rápido para detectar se o cidadão está ou não infectado com uma daquelas doenças?

Pois é, não está…

Se quisermos saber no mesmo dia se estamos infectados, temos que pagar para um laboratório particular. Isto custa dinheiro. Depois do resultado, se o exame deu ”zerado” para dengue, é necessário fazer um outro para detectar o vírus da Zica ou Chikungunya.

Para dedetizar a área ”infectada” somente depois de ”dar” positivo para dengue é que a vigilância poderá tomar providência para proceder a erradicação dos pernilongos. Antes disso nada…

Deu para entender que primeiro é necessário contrair a doença para depois se fazer um ”fumacê” que com certeza erradicaria o pernilongo de uma vez por todas? É assim o sistema, é assim que funciona e os agentes nada podem fazer senão orientar para não deixar água parada, tampar ralinhos etc… procedimentos que todos nós conhecemos de cor e salteado, mas que muitos não o fazem..

Depois perguntam, o que está errado? O que Guaíra está necessitando?


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