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Guaíra - SP

Ninguém sabe, ninguém viu!

Editorial
Guaíra, 4 de fevereiro de 2019 - 14h42

O título acima poderia até se passar por algumas dessas marchinhas de carnaval, que se repete à exaustão até ficar incrustado na memória do folião.

Mas, lamentavelmente não é nenhuma marchinha do carnaval de 2019.

Para elucidar o título, nesse começo de governo Bolsonaro, tanta coisa doida aconteceu que várias delas passaram despercebidas. E muitas bem graves. Infelizmente…

No nosso entender o que aconteceu no MEC beira a um ato de terrorismo.

Para quem não conseguiu acompanhar tudo, no dia 02 de janeiro um edital do MEC foi lançado, informando que os livros liberados pelo governo não precisavam mais de bibliografia, poderiam ser lançados mesmo com erros graves, e vários temas deveriam ser banidos, como o feminismo, e menções a culturas africanas.

Claro que a esquerda caiu de pau, tão logo a notícia foi divulgada. E com toda a razão…

Só que a nova gestão, ou seja, o novo governo se mostrou surpreso…

Acontece que não tinha sido eles que ordenaram essa tal medida. Creditaram então que o tal feito tinha sido feito na gestão anterior, sob a tutela de Temer. Mas eles também negaram.

Foi então instaurada uma sindicância, e aparentemente foram alguns servidores que lançaram o edital apenas com o propósito de causar polêmica e com o objetivo de imputar ao novo governo a barbaridade da medida.

Agora, como ”alguns servidores” podem eles mesmos se darem a autoridade de ”mexer” com assuntos tão sérios como são os livros liberados pelo governo, podendo inclusive conter erros graves de informações, de ortografia, de concordância?

O brasileiro conseguiu agora inventar o terrorismo institucional. Estes ”terroristas” do ”quanto pior, melhor” estão infiltrados em todos os setores: não bastam as destruições  no Ceará, os incêndios despropositais, as barragens matando gente, bicho e destruindo terra e água, agora também estão presentes até no MEC, de onde saem informações e livros que deveriam ensinar e não destruir.

Muita coisa ainda deve mudar no nosso país…


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