Quaresma!

Editorial
Guaíra, 2 de março de 2017 - 08h09

Frei José Ariovaldo da Silva nos emite uma definição bem didática do que é este período que chamamos de “Quaresma”.

Diz ele: “Para qualquer festa importante, a gente costuma se preparar. E se preparar bem. Festa do padroeiro, festa de 15 anos, de formatura, casamento, bodas, etc. E quanto mais importante a festa, com mais cuidado – e até maior tempo de antecedência – a gente se prepara. Na própria preparação já se começa a viver a festa. Para os cristãos, celebra-se, todos os anos a festa da Páscoa: morte e Ressurreição de Jesus. Esta é a maior de todas as festas. A mais importante. Grande demais para ser preparada em apenas três dias ou uma semana. Por isso, entende-se que para esta preparação usa-se quarenta dias (Quaresma), no período que vai da quarta-feira de cinzas até quinta-feira santa pela manhã.”

No folclore popular, este período, que deveria ser de reflexão, torna-se uma época povoada de “causos”, de crendices que vão, aos poucos, dando lugar para pensamentos mais humanizados. Mas, há ainda quem costuma falar em “mula-sem-cabeça”, em “violeiro com pés de bode”, em “uivos de lobisomem”… Todas as crendices que foram se perpetuando através do cancioneiro popular.  Há, também quem desenvolveu o hábito de não comer carne durante estes quarenta dias, há quem faz intenção de não comer chocolates, de não tomar refrigerantes, mais recentemente, de não usar o celular.

Mas, na realidade, é um tempo de recolhimento. E cada indivíduo é o senhor da sua razão. Se, se sentem bem fazendo penitências é uma questão de foro íntimo.

No entanto, a Bíblia nos ensina que a melhor penitência é a oração!


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