Ressurreição

Editorial
Guaíra, 22 de abril de 2019 - 09h52

É bem possível que não haja, no calendário cristão, uma data mais significativa do que a Semana Santa. Não apenas porque se rememora a saga da vida de Cristo, seu flagelo, sua condenação injusta e sua Paixão, mas principalmente, porque no domingo Ele ressuscitou, subiu aos céus e deixou-nos a maior lição de todas: O sentimento da Esperança.

Quando a Bíblia nos conta este episódio da ressurreição está informando, nas entrelinhas e metaforicamente, que a partir da Ressurreição de Jesus Cristo, se representa a esperança de uma nova vida para toda a humanidade. Assim, a Páscoa não é apenas o dia em que as crianças recebem ovos e coelhos de chocolate. Para os cristãos, o sentido da Páscoa, como vimos, é a principal festa do cristianismo, onde se celebra a finalização da Semana Santa, que relembra os últimos dias de vida de Jesus na Terra.

No entanto, vários símbolos foram se juntando a este domingo tão especial, mas do ponto de vista religioso, o ovo, o mais popular marco desta semana, é considerado símbolo do nascimento e da vida.

Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos. Principalmente na região do Mediterrâneo. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera eram de extrema importância, pois estavam ligados a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

A figura do coelho está simbolicamente relacionada a essa data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo.


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