Febre amarela atinge macacos com risco de extinção no Brasil

Agora
Guaíra, 3 de fevereiro de 2017 - 10h09

Fazendeiros das regiões afetadas alertaram às autoridades sobre a morte dos animais. Eles notaram que a floresta estava em silêncio e eles tinham desaparecido

O pior surto de febre amarela das últimas décadas não mata apenas brasileiros. Ele também ameaça macacos da Mata Atlântica que estão perto da extinção, de acordo com especialistas.

Até agora, mais de 31 macacos foram encontrados mortos nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos e São José do Rio Preto e mais de 400 macacos no Espírito Santo e, onde o surto se espalhou após atingir o estado vizinho, Minas Gerais.

O macaco em maior risco é o Muriqui, maior do Brasil e um dos 25 primatas mais ameaçados do planeta, de acordo com o biólogo Roberto Cabral, coordenador de operações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Cabral lembrou que, ao contrário dos seres humanos, os macacos não têm uma vacina contra a febre amarela e estão sendo dizimados.

Fazendeiros das regiões afetadas alertaram às autoridades sobre a morte dos animais. Eles notaram que a floresta estava em silêncio e eles tinham desaparecido. A febre amarela é causada por um vírus encontrado em regiões tropicais da África e das Américas. Ela afeta principalmente seres humanos e macacos, e pode ser transmitida pelo mesmo tipo de mosquito que espalha a dengue e o vírus da zika, o Aedes aegypti.

No caso do Brasil, o Ministério da Saúde informou que a doença está sendo registrada apenas em áreas rurais, silvestres e de mata, por enquanto. Os mosquitos que a transmitem nessas regiões são o Haemagogus e o Sabethes.

Órgãos de saúde confirmaram a morte de 46 pessoas por febre amarela e estão pedindo que as pessoas sejam vacinadas em nove estados brasileiros. A maior parte dos casos ocorre em Minas Gerais. O Ibama tem recebido relatos de que habitantes rurais estão matando macacos por acharem que eles são os transmissões da doença. Ainda segundo Cabral, os mosquitos é que são os vilões. Os macacos servem apenas de alerta para mostrar que a doença está em circulação. (G1)


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