Governo do Estado declara que salões de beleza e academias continuam fechados

Apesar de decreto presidencial incluir serviços oferecidos em academias e salões de beleza como atividades essenciais, governador de SP diz que não haverá “nenhuma mudança até dia 31 de maio”

Região
Guaíra, 13 de maio de 2020 - 23h46

O governador João Doria afirmou ontem (13) que o Estado de São Paulo não seguirá o decreto presidencial que inclui salões de beleza e academias como serviços essenciais. Doria determinou que esses estabelecimentos devem continuar fechados no período de quarentena, que se estenderá até o dia 31 de maio.

“Em São Paulo, o governo respeita o Comitê de Saúde. Não temos condições sanitárias seguras para essa abertura nesse momento. Respeitamos todos os profissionais que atuam nesses setores, mas nosso maior respeito é garantir a sua vida”, disse Doria durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. “Uma nova etapa depois desta que se encerra no dia 31 de maio será pensada, mas nenhuma modificação será feita no Estado antes disso. Isso vale para todos os municípios.”

O estado de São Paulo tem 51.097 casos confirmados de covid-19 e 4.118 mortes. Há 3.702 pacientes internados em UTI e 5.950 em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de UTI em todo o estado é de 68,3% e na Grande São Paulo, 87,2%. A taxa de isolamento social registrada na terça-feira no estado foi de 47% e capital, 48,4%.

A transmissão do novo coronavírus ocorre por meio de secreções respiratórias, gotículas e por superfícies contaminadas. “Dentro das academias, as secreções são abundantes. Fazer exercícios de máscaras é muito difícil, a qualidade da máscara se deteriora muito rápido e a higienização teria de ser feita a cada uso”, afirmou Dimas Covas, coordenador do Comitê de Combate ao Coronavírus. “É muito complicado garantir a não contaminação nesses locais, não tem apoio científico nenhum.”

Próximo do bloqueio total

O governador Doria anunciou que não descarta o bloqueio total nos 645 municípios do Estado. Na última semana ele optou por estender a quarentena na região até o dia 31 de maio após o índice mínimo de isolamento social não ser atendido.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou os pré-requisitos para que medidas mais drásticas sejam tomadas: taxa de ocupação dos leitos de UTI acima de 90% e taxa de transmissão acima de um — ou seja, quando cada infectado transmite o vírus para pelo menos uma outra pessoa. “Já estamos reunindo os critérios na região metropolitana de São Paulo para começar a considerar essa possibilidade se não ocorrer inflexão na taxa de isolamento e no numero de leitos”, alegou Covas.


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