Mês do Ramadan e seus benefícios

Opinião
Guaíra, 10 de junho de 2017 - 09h54

Mais de um bilhão de pessoas ao redor de todo o mundo está praticando o Ramadan, um dos cinco pilares da religião islâmica, período de jejum, reflexão, devoção, generosidade, empatia, compaixão, onde toda pessoa com saúde e mentalmente capaz deve realizar, estando isentos doentes, mulheres grávidas, idosos e incapazes.

A palavra “Ramadan” vem da palavra raiz árabe para a “sede seca” e “terra cozida pelo sol”. É expressivo da fome e da sede sentida por aqueles que passam o mês no jejum.

O jejum não é uma novidade apenas do Islam, sendo a mesma obrigação passada aos povos passados, conforme é dito no alcorão: “Ó fiéis, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Deus.” (Alcorão Sagrado 2:183).

Através do jejum, um muçulmano experimenta fome e sede, e simpatiza com aqueles no mundo que têm pouco para comer todos os dias, uma maior devoção, ficando mais próximos do seu Criador e reconhecem que tudo o que temos nesta vida é uma benção dada por Ele.

Nesse período a caridade é realizada com mais vigor, onde se desenvolve sentimentos de generosidade e boa vontade para com os outros, pois quem está de jejum sabe o que um necessitado passa todos os dias. O Profeta Muhammad SWS disse : “A riqueza de um homem nunca é diminuída pela caridade”.

Através do autocontrole, um muçulmano pratica boas maneiras, bom discurso e hábitos, mudanças de rotinas, estabelece estilos de vida mais saudáveis – particularmente no que diz respeito à dieta e o abandono de vícios, como o tabagismo.

O jejum se restringe a todo o corpo, onde se deve apenas falar, escutar e olhar o bem, sem agressões, intrigas, fofocas, arrogância, violência, caso contrário, a pessoa nada ganha além da fome e sede. O Ramadan é um momento muito especial para os muçulmanos, mas os sentimentos e as lições que experimentamos neste mês, devem ficar conosco durante todo o ano.

Ensina a prática da democracia, que não é testemunhada mesmo na oração. Um rei pode orar com um pedinte na mesquita, mas em casa ele leva uma vida totalmente diferente com alimentos e prazeres. O jejum, porém, coloca os homens, ricos e pobres, no mesmo nível de fome e não permite a ninguém a comer e beber ou ter relações sexuais durante o dia.

Os benefícios físicos também são sentidos, onde o Profeta Mohammad SWS disse: Jejuem e se curem.  Através do jejum da alvorada até o pôr do sol sem qualquer comida ou bebidas, há um sentimento de paz, tranquilidade e satisfação. Há melhora nos níveis de gordura no sangue, perca de peso, pressão arterial, redução da umidade no organismo, troca de células ruins por sadias, eliminação de toxinas, etc.

Estudos observaram que o consumo global de gorduras saturadas, geralmente encontrado na manteiga, carne gordurosa e fast food, é reduzido no Ramadan. Além disso, as preces noturnas extras realizadas podem proporcionar um nível adequado de atividade física equivalente a atividade física moderada que, para alguns, pode ser mais do que geralmente exercem.

Por fim, o jejum é um ato especial de adoração que é apenas entre o ser humano e Deus, já que ninguém mais sabe com certeza se esta pessoa está realmente em jejum. Assim, Deus diz: “O jejum é para mim e eu apenas o recompensarei, demonstrando assim obediência e uma adoração sincera, ganhando-se bênçãos nesta vida e na outra.


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Girrad Mahmoud Sammour

Girrad Mahmoud Sammour, Advogado, Pós Graduado em Processo Civil, Professor Divulgador Do Instituto Latino Americano De Estudos Islamicos-Ilaei, Diretor Da Mesquita De Barretos-Sp. Dúvidas e palestras  [email protected]

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