Não vai ter golpe! Vai ter impeachment!

Opinião
Guaíra, 31 de março de 2016 - 09h13

“Pela primeira vez na América Latina, o povo brasileiro deu a demonstração de que é possível o mesmo povo que elegeu um político, destituir esse político. Eu peço a Deus que nunca mais esqueçam essa lição” – declaração de Luiz Inácio Lula da Silva após o impeachment de Fernando Collor da Presidência da República em 1992. Quero alertar aqueles que declaram ser o processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff um golpe, que vocês estão passando dos limites da ignorância, e que estão assinando atestados de idiotices. Ao invés de ficarem aí repetindo como papagaios os mesmos discursos do governo e de seus pelegos pagos (CUT, MST, MTST, UNE, e outros), convido a todos a estudarem as leis da nossa Constituição Federal. “O processo de impeachment é previsto na Constituição e nas leis brasileiras. Não se trata de um golpe. Todas as democracias têm mecanismos de controle, e o processo de impeachment é um tipo de controle” – declaração do ministro Dias Toffoli, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro indicado por Dilma Rousseff. Lula declarou a poucos dias que perdeu várias eleições, mas não foi para as ruas protestar contra quem ganhou. Mas o fato não procede. Considerando plenamente justificável e constitucional, o PT pediu impeachment de absolutamente todos os presidentes eleitos desde a redemocratização do país. Organizou o “FORA SARNEY” ainda em 1988, no primeiro governo pós-regime militar. Articulou o impeachment de Fernando Collor em 1992, no primeiro governo eleito pelo voto. Pediu o impeachment de Itamar Franco em 1994, em um breve governo de transição. E tentou novamente contra Fernando Henrique Cardoso em quatro ocasiões diferentes em 1999, e este foi o último governo eleito antes do PT assumir o cargo. “Diante desse quadro dramático de agravamento da crise, da frustração irremediável da generosa expectativa da nação, dos riscos de rompimento do tecido social e da possibilidade da opção pela “via autoritária” — tão sedutora para as elites — a sociedade civil precisa mobilizar-se rapidamente para sensibilizar o Congresso e chamar o presidente à razão”. Isso não lhe parece familiar? O PT não era o único a pensar dessa forma. A deputada federal Jandira Feghali do PCdoB, que hoje se escandaliza com a idéia de levar Dilma ao impedimento do cargo, tratava essa como a única possibilidade para salvar o país do governo FHC. Quando questionada em um programa de televisão se o impeachment não era uma ameaça à democracia brasileira, ela respondeu: “Gente, eu estou ouvindo aqui algumas coisas que chamam atenção. Primeiro é esse negócio de voto de confiança no governo. Esse governo tem mais condição de ter voto de confiança de alguém? Pedir voto de confiança? O povo já deu. Deu na primeira eleição, deu na segunda em cima de uma plataforma que absolutamente não era verdadeira. O governo não expôs para a população no momento da campanha o que estava pra acontecer. Foi estelionato eleitoral aberto. O que é dar voto de confiança? É perder emprego? É morrer na porta do hospital? É ter um salário mínimo aumentando o quê? Cinco reais ou dois reais? É perder o emprego dentro do estado do funcionalismo público? É entregar a Petrobras? O que é dar voto de confiança hoje? Não tem mais que dar voto de confiança. As pessoas morreram nesse país, a renda não melhorou, a concentração de renda aumentou, por isso que nós temos que construir essa saída também nas ruas.” E assim, aos olhos dos atuais governistas, o impeachment nunca foi uma expressão utilizada como “GOLPE” até a entrada deles, do PT e de seus aliados no poder. Presente na Constituição, o mecanismo foi usado para mobilizar as ruas, artistas, intelectuais, setores da imprensa e o Congresso, para derrubar diferentes presidentes, e por diferentes razões. Dessa forma, o cenário é inescapável. No momento em que passarmos a aceitar o impeachment como um golpe, como gritam os atuais governistas, bastará uma breve visita à história para atestar o óbvio, que o Partido dos Trabalhadores é a maior organização golpista existente no Brasil. Se você acha que o governo de Dilma Rousseff vai cair de podre, e que vai acabar sem nenhuma ação firme da sociedade civil e do poder judiciário, pois bem, mas a verdade é que a esquerda enveredou-se para o crime, e o que está acontecendo com o PT não é um fenômeno isolado, aconteceu com vários grupos da esquerda autocrática depois da queda do muro de Berlim, sobretudo na América Latina. O segredo da estratégia deles sempre foi nos fazer trabalhar, deixar-nos cansados o bastante, para não podermos estudar e para que não tenhamos energia para discutir. O mecanismo de impeachment é uma norma presente nas constituições ao redor do mundo. Virou padrão nas democracias para coibir a impunidade de pretensos autocratas, um dispositivo importante no Estado de Direito. No Brasil é lei nº 1079 de 10 de abril de 1950. Por isso, antes de sair por aí afirmando que o impeachment é um golpe, busquem um conhecimento melhor sobre o assunto, antes de fazerem papéis de idiotas! Participem do MBL MOVIMENTO BRASIL LIVRE, coordenação de BARRETOS SP e região, e conheçam o movimento que está mudando o Brasil! Contato e-mail [email protected] ou através da nossa página do facebook https://www.facebook.com/mblbarretossp/, e vamos todos juntos construir um novo Brasil!


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