Respeito com os alimentos

Opinião
Guaíra, 28 de junho de 2016 - 08h03

O islamismo é um código de vida que ensina ao ser humano como lidar em todas as situações, não apenas no âmbito religioso, mas também em diversos aspectos na vida de cada um. Sobre os alimentos, muitas pessoas atualmente desperdiçam, jogam no lixo comidas saudáveis, que poderiam alimentar muitos necessitados. Atualmente, 842 milhões de pessoas ainda passam fome em todo o mundo, onde cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos é desperdiçada todos os anos, sendo isso um pecado gravíssimo, pois se tais alimentos tivessem o destino correto e a conscientização de cada um, não haveria qualquer pessoa passando fome. O alcorão sagrado assim é relatado: “… comei e bebei; porém, não vos excedais, porque Ele não aprecia os perdulários” (C. 7 – V. 31). E comam e bebam e não desperdicem, certamente, Ele não gosta dos desperdiçadores.”* C 7 vers. 24. Nestes versículos, Deus coloca as regras para o muçulmano usufruir das bênçãos que foram colocadas em sua confiança, como também, para que essas bênçãos sejam preservadas e mantidas, além disso, nos ensina como agradecer por tudo que nos é dado. O Profeta Muhamad SWS ensinava seus companheiros a não desperdiçar os alimentos, jamais jogar fora, ele comia todas as coisas boas e se não gostasse, deixava-a sem rechaçá-la ou forçar-se a comê-la. Entretanto, nunca criticou uma comida; se gostava, comia, de outra forma a deixava. Ensinava ainda que deveriam ter moderação, deixando um terço de seu estômago para a comida, outro terço para a bebida e o outro vazio e para si mesmo.  Quando chegava em casa perguntava se havia comida a sua esposa, se tivesse comia, caso contrário ficava de jejum, sem reclamar. Muitas das vezes amarrava uma pedra junto a barriga para segurar fome. Reclamar da comida é reclamar da Misericórdia e Generosidade de Deus, que nos proporciona o alimento, que muitos queriam ter, onde aquele que assim faz quer se orgulhar acima de uma dadiva concedida pelo Criador. A ordem de Deus é para que comamos e bebamos o necessário, daquilo que é lícito, que vem de fonte lícita, porém, de forma moderada, sem exageros e sem desperdício, onde a pessoa que não pratica isso frequentemente, tem pouca cultura, falta-lhe entendimento da religião, falta-lhe valores, falta-lhe solidariedade, etc. No mês do jejum de Ramadan, o muçulmano aprende a dar valor ao alimento, para que saiba agradecer as bênçãos que recebeu e preservá-las, sentindo na pele o que uma pessoa com necessidades passa todos os dias. Deste modo a pessoa aprende a ser mais agradecida naquilo que tem no dia a dia ganhando bênçãos, se colocando na situação do outro, praticando a solidariedade e jamais descartar ou reclamar de qualquer tipo de comida.


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Girrad Mahmoud Sammour

Girrad Mahmoud Sammour, Advogado, Pós Graduado em Processo Civil, Professor Divulgador Do Instituto Latino Americano De Estudos Islamicos-Ilaei, Diretor Da Mesquita De Barretos-Sp. Dúvidas e palestras  [email protected]

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