Término do mês de Ramadan

Opinião
Guaíra, 5 de julho de 2016 - 08h01

No mês de Ramadan, o muçulmano ou muçulmana aprendem e praticam valores que servem como escola para os demais meses do ano. Assim, toda paciência alcançada, caridade realizada, orações efetuadas, solidariedade compartilhada, senão exercidas após o jejum, de nada valeu ficar sem comer ou beber. Quando tais princípios aprendidos sejam aplicados em todo ano, o muçulmano sente o prazer da fé sincera, sem qualquer interesse, com o único propósito de fazer todos os atos para Deus, aguardando o reconhecimento apenas do Criador. Para comemorar todo esse sacrifício realizado durante este mês, há uma comemoração chamada Eid El Fitr (festa do desjejum), permitindo para a família desfrutar, no dia da festa, de todo o tipo de lazeres, desde as comidas até vestuários, daquilo que esteja dentro do parâmetro islâmico, sem quaisquer ilícitos ou bebidas inebriantes. Aqui vemos que a religião islâmica é equilibrada e tolerante, existindo espaço para cada campo, cada momento, dando a cada hora sua hora. Assim é relatado no alcorão “Deus vos deseja a comodidade e não a dificuldade. Este é um magnífico favor, que demonstra a facilidade da prática do islamismo, sendo acessível a qualquer pessoa sua prática. Quando vemos festividades religiosas associadas à bebidas alcoólicas, verifica-se a ausência de qualquer benefício, onde as pessoas não entendem o real significado, ganham desavenças, doenças e o objetivo de união e confraternização acabam em brigas, com o único intuito de comer e beber apenas. A festa islâmica proporciona liberdade a todos os muçulmanos. É uma festa que se inicia após o término de um ato louvável como o jejum e suas ações, havendo obediência a Deus através da oração e verdadeira confraternização. Por isso os muçulmanos ficam alegres neste dia por terem conseguido terminar o jejum do Ramadan, que constitui um dos pilares da religião.  Aquele, porém, que se recusou de jejuar, tendo condições para isso, não que motivo de estar feliz, pois desobedeceu uma ordem do Criador, devendo rever suas ações enquanto há tempo. A felicidade se encontra na esperança de receber as recompensas pela parte de Deus, devido ao cumprimento da ordem dada, das orações facultativas realizadas e da recordação que Ele nos apoiou à sua execução. No mais, mesmo para aqueles que não cumpriram tais ordens, podem mudar sua situação adiante, pois Deus aguarda de todos seus servos a aproximação junto Dele. Depende assim de cada um querer ou não estar próximo de Deus, conforme é relatado no alcorão: “Deus não muda as condições de um povo até que ele mude sua própria condição” (C. 8 – V.17). Por fim, neste dia de festa, somos ordenados a reconciliar os laços, preocupar com os parentes e procurarmos saber da situação deles, onde quer que eles estejam, visitando, desejando visitar uns aos outros, e com isso ensinamos aos nossos filhos, de que nesta festa, nós ficamos felizes, sorrindo, e com esse gesto há união e jamais rancor na sociedade.


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Girrad Mahmoud Sammour

Girrad Mahmoud Sammour, Advogado, Pós Graduado em Processo Civil, Professor Divulgador Do Instituto Latino Americano De Estudos Islamicos-Ilaei, Diretor Da Mesquita De Barretos-Sp. Dúvidas e palestras  [email protected]

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