Palestras da III Feira do Livro abordam importantes temas sobre educação

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Guaíra, 20 de setembro de 2016 - 08h02

Pais, educadores e instituições de ensino ouviram atentamente os palestrantes, Marcos Meier e Ricardo Orsini e puderam debater o assunto com os profissionais

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A palestra do educador e psicólogo Marcos Meier, que abriu, na noite de 14 de setembro, a III Feira do Livro de Guaíra e Fórum Regional da Educação, recebeu um público formado por cerca de 160 pessoas, entre pais, educadores e gestores da educação.

Meier, que é um dos maiores especialistas brasileiros na teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva e da mediação do psicólogo Reuven Feuerstein, apresentou a ideia de que inteligência pode sim ser desenvolvida e realçou para pais e educadores o desafio de exercer a atividade de mediador, pessoa que trabalha interagindo com o aprendiz estimulando suas funções cognitivas, organizando o pensamento e melhorando processos de aprendizagem.

O psicólogo destacou que é a interação que desenvolve o cérebro, que provoca o desenvolvimento e explicou a importância do papel dos pais que trabalham fora e quando chegam resumem-se a exigir apenas ordem e disciplina de seus filhos.  “É preciso brincar, fantasiar, bater papo, contar e ouvir história”, destacou.

O educador condenou a exposição das crianças e jovens à televisão: “as crianças brasileiras ficam, em média, três horas e cinquenta minutos em frente à TV diariamente. Há uma postura excessivamente passiva ao ver a televisão. A criança recebe ordens da TV e passa a esperar que sempre alguém mande o que fazer”, expôs. O palestrante ainda condenou o bulliyng, ressaltando que educação de verdade enaltece, não humilha. “Pais e professores podem ser desastrosos se forem superprotetores. Eles devem estimular as crianças a tentar de novo. Devem mostrar que não tem problema errar, e quando a criança acerta, deve ser recompensada com estímulos positivos.”

Meier também falou sobre um fenômeno sobre o qual cada dia mais pais se queixam: os jovens e a falta de maturidade. “É preciso deixar o prazer para a hora certa. É preciso esperar. Para que cresçam com autonomia, o jovem precisa ouvir ‘não’. Pais não são os melhores amigos de seus filhos. Devem ter autoridade”, afirmou.

Já no dia 15 de setembro, o evento recebeu a presença do professor, engenheiro e consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, Ricardo Orsini, que iniciou sua participação questionando os pais sobre qual escola querem para seus filhos. Sua palestra foi assistida por cerca de 80 pessoas, entre educadores, professores, pais e gestores de Educação do município de Guaíra e Ipuã, no Centro Cultural e Esportivo Colorado.

Ele apresentou dados da pesquisa realizada, que revelam que os pais desejam uma escola que prepare os filhos para a vida e o mercado de trabalho. Segundo o professor, grande parte dos jovens que procuram o mercado de trabalho, não possuem habilidades e competências exigidas na atualidade, o que limita sua empregabilidade. “Os alunos brasileiros estudam horas aquém do necessário para o seu desenvolvimento e preparo para os grandes desafios. Como forma de enfrentar esse padrão, reforçamos a importância da aliança entre pais e Escola na formação do aluno. Aos pais compete a colocação de limites, e a escola normas”, ressaltou.

O evento foi uma promoção conjunta do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça, Centro Educacional Ana Lelis Santana, Instituto Social Ana Lelis Santana e Ministério da Cultura.


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