Polícia de MG apreende 8 toneladas de queijo impróprio para consumo que ia para SP

Agora
Guaíra, 24 de junho de 2016 - 08h00

De acordo com o MP houve proliferação de mais de 100 “fabriquetas” de laticínios Minas, em situação irregular e com sérios problemas sanitários 

 

A apreensão de oito toneladas de queijo e derivados de leite impróprios para consumo, que seguiam de Minas Gerais para o Estado de São Paulo, na última terça-feira (21), deixou autoridades sanitárias e o MPE (Ministério Público Estadual) em alerta.

Segundo o órgão, grande parte do produto foi apreendida em um caminhão sem identificação dos produtores e sem o selo de inspeção sanitária. Já 500 quilos seguiam em um ônibus clandestino. A ação contou com a participação de representantes do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) e homens da Polícia Militar.

Segundo o MP, a proliferação de mais de 100 “fabriquetas” de laticínios em Porteirinha (a 582 km de Belo Horizonte), – “todas em situação irregular de funcionamento e com sérios problemas sanitários” – tem ensejado a fabricação e a destinação inadequadas dos laticínios.

Conforme o órgão, a situação foi detectada em 2014, quando uma fiscalização em um laticínio da zona rural da cidade detectou a produção de queijos e requeijões “em condição imprópria, utilizando materiais inadequados e sem as mínimas condições sanitárias para o funcionamento”. Na esteira dessa fiscalização, foram descobertas as fabriquetas.

Para tentar resolver a situação, o MPE promoveu uma reunião na Câmara dos Vereadores da cidade mineira, para orientar os produtores sobre a importância da regularização e de medidas necessárias à adequação das fabriquetas.

De acordo com o Ministério Público, houve também a advertência de que, caso as medidas não fossem adotadas, “outras providências seriam adotadas com a finalidade de inibir a produção irregular, a consequente exposição de produtos sem condições de consumo e o perigo gerado à saúde pública”.

O promotor Ali Mahmoud Fayez Ayoub declarou que dois anos se passaram e “poucos produtores atenderam ao chamado de regularização. “Pior que isso, ficou evidente que a não aderência da maioria estava desestimulando aqueles que resolveram para regularização de suas fabriquetas”. (UOL)


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