Uso da água sanitária em áreas públicas tem efeito limitado

Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios não devem permanecer no ambiente durante a aplicação

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Guaíra, 3 de junho de 2020 - 23h03

A sanitização de calçadas e áreas abertas ou fechadas com uso de água sanitária, apesar de garantir a efetiva higienização quando corretamente aplicado, tem efeito de pouca durabilidade, exigindo uma constante manutenção. A Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (Aprag) alerta para o impacto reduzido das ações em áreas públicas.

“Pensando em limpeza de calçadas e áreas abertas, pode significar uma ação com grau de efetividade de pouco impacto. Já em área fechadas, principalmente em residências, há necessidade de constante manutenção, à medida que o local higienizado volte as estar exposto a possível contaminação”, avisa o vice-presidente da Aprag, o biólogo Sérgio Bocalini.

Apesar dessas limitações, Bocalini reafirma a importância do uso do produto na sanitização das superfícies, capaz de reduzir a carga microbiana em níveis seguros para a saúde humana. “A água sanitária é um importante produto destinado a higienização e sanitização, pois possui ação em diversos microrganismos, reduzindo a carga microbiana nociva em níveis seguros para saúde humana e de outros animais. Além de tudo, é um produto de fácil manuseio e de valor acessível à maior parte da população”, ressalta o presidente da Aprag.

Segundo o biólogo, é necessário tomar algumas medidas importantes antes de aplicar o produto nas superfícies. Ele destaca a retiradas de possíveis resíduos sólidos destes locais, além da gordura. Desta forma, garante-se o efeito adequado da água sanitária.

Deve-se sempre seguir rigorosamente as orientações presentes no rotulo do produto, desta foram garantindo segurança para o usuário. “Se necessária diluição, está deve ser realizada seguindo as recomendações do fabricante, fazendo uso de um balde e com a utilização de luvas, proceder a aplicação manual com o auxílio de um pano nas superfícies presentes no imóvel”, aconselha Bocalini.

Ele também ressalta a necessidade de que durante a aplicação as áreas estejam arejadas, mantendo portas e janelas abertas, garantido uma boa circulação de ar.

Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios não devem permanecer no ambiente durante a aplicação.

Outra dica do especialista é sempre estar atento sobre a origem do produto adquirido. Ele destaca observar se a marca escolhida conta com registro da Anvisa.

Caso não haja água sanitária, ela pode ser substituída por produtos como saponáceos (sabões e detergentes) e desinfetantes.


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