Vigilância em Ribeirão Preto registra 800 suspeitas de Zika vírus em 2016

Cidade
Guaíra, 10 de fevereiro de 2016 - 10h05

Do total, 140 são de grávidas; nenhum caso foi confirmado este ano. Em 2015, município confirmou 8 com doença; secretário fala em surto

A chefe da Vigilância Epidemiológica Ana Alice Castro e Silva informou no último sábado (6) que, desde o início do ano, 800 casos suspeitos de Zika vírus foram notificados em Ribeirão Preto (SP).

Deste total, segundo ela, 140 são de mulheres grávidas atendidas na rede municipal. Nenhum deles, no entanto, está confirmado. O último balanço da Secretaria Municipal da Saúde lista oito casos positivos da doença, mas todos eles são referentes a 2015.

Ana Alice acredita que as novas suspeitas de Zika possam se confundir com as de dengue – com 927 confirmações este ano, em nível de epidemia – devido à similaridade dos sintomas, o que pode elevar as estatísticas. “A gente acredita que muitas suspeitas de dengue devem ser Zika, porque elas estão se somando. Muitos dos suspeitos de dengue possivelmente são Zika”, afirma.

O secretário da Saúde, Stênio Miranda, ressalta que é preciso esperar os resultados, mas aponta para um surto da doença com base na movimentação observada nos postos de saúde. O próximo balanço da Vigilância Epidemiológica deve ser divulgado ao término da primeira quinzena de fevereiro. “Temos visto nos nossos postos de saúde e mesmo nos prontos-socorros da saúde suplementar muitos casos com sintomas clínicos sugestivos de Zika vírus. Quantos casos não podemos dizer neste momento, porque não há o exame confirmatório. Todos os casos suspeitos são notificados. Depois serão avaliados para que se chegue a uma conclusão, se eram mesmo de Zika, dengue ou de alguma outra doença febril, com manchas vermelhas na pele”, diz.

Zika e microcefalia
De acordo com Miranda, em 2016 não surgiram em Ribeirão Preto novas associações do Zika à microcefalia em recém-nascidos. No ano passado, cinco suspeitas foram levantadas, dentre elas a de uma paciente que apresentou sintomas de Zika e teve um filho com microcefalia em Ribeirão. “Esse é o caso em que temos vinculação empírica mais forte entre Zika e microcefalia”, afirma o secretário.

Um estudo inédito conduzido pela USP, em parceria com a Prefeitura, com seis mil grávidas foi iniciado este mês com o objetivo de evidenciar a relação entre as duas doenças. Segundo o virologista Benedito Lopes da Fonseca, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), o projeto deve ser concluído no final de 2017 e faz parte do desenvolvimento de um exame de sangue capaz de associa a malformação do cérebro do bebê ao vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

“Vamos seguir as grávidas desde o momento em que engravidam e vamos colher amostras delas durante a gravidez. No final vamos testar para ver se elas tiveram Zika durante a gravidez. Se sim, vamos tentar ver o que aconteceu com o bebê”, explica o especialista.

Fonte: G1/EPTV


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