








Foi um momento daqueles que misturam saudade, orgulho e gratidão.
Familiares, amigos, moradores, autoridades e pessoas que fizeram parte da caminhada de Ronin acompanharam a solenidade que contou com a presença do prefeito Junão, da diretora de Esportes, Deise Garcia, e do vereador Moacir Gregório, autor da indicação.
Para muitos, era apenas a placa de um campo.
Para quem conhecia Ronin, era muito mais.
Barbeiro de profissão, pai de três filhos, santista de coração, admirador de Cristiano Ronaldo e apaixonado por futebol, ele carregava um jeito leve de viver. Segundo o irmão Emerson Nicolau da Silva, Ronin era daquelas pessoas que pareciam não conhecer dia ruim.
“Era um cara que só vivia sorrindo. Tinha alegria, simplicidade, humildade e companheirismo. Todo mundo gostava dele.”
Emerson também lembrou algo que tocou quem estava presente. Disse que ver o nome do irmão eternizado naquele espaço representa mais do que uma homenagem familiar. É reconhecer que grandes referências não precisam ocupar cargos ou carregar sobrenomes conhecidos.
“Mostra que os valores básicos também levam a lugares altos. Meu irmão era especial e importante para nossa família e para muita gente.”
Filho de Davi Nicolau da Silva e Marlene Gabriel da Silva, irmão de Emerson, Anderson, Sidnei e Josemar, Ronin partiu cedo, aos 28 anos, mas deixou algo que o tempo não consegue apagar.
E o que mais existe de bonito nisso tudo.
O futebol termina quando o juiz apita.
Mas algumas histórias continuam jogando.
Para encerrar o domingo do jeito que ele mais gostava, amigos entraram em campo no jogo festivo entre Amigos do Ronin e Amigos do Gueto.
Porque algumas homenagens não cabem em discursos.
Elas precisam continuar acontecendo onde a vida aconteceu.

