Cidade ainda não atingiu número de casas visitadas para receber a nebulização

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Guaíra, 14 de fevereiro de 2016 - 09h02

Estado só emprega inseticida contra dengue se índice de imóveis fechados for inferior a 15%. A média em Guaíra é de 30%

Os casos de dengue no município crescem desenfreadamente e, apesar do trabalho da Vigilância em Saúde, a população cobra da prefeitura mais ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, como a aplicação de inseticida nas ruas.

Porém, a pulverização (fumacê), feita por máquinas instaladas em pick-up, só deve ser realizada pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) e para isso há algumas exigências.

O uso indiscriminado do pesticida provoca a resistência do mosquito. Isso porque o produto só afeta o inseto adulto, não eliminando larvas e muito menos ovos.

De acordo com a prefeitura de Guaíra, já foi feito o pedido oficial para a aplicação do fumacê. O documento foi entregue para a direção da Sucen Regional, através do engenheiro agrônomo do órgão, Maurício Botti, que de pronto esclareceu ao prefeito e à Secretária Municipal de Saúde a metodologia e os motivos da Sucen quanto a aplicação de inseticidas.

Uma premissa irrefutável, para nebulização do pesticida, é que mais 85% dos imóveis tenham sidos trabalhados pelas equipes de combate ao vetor. Em Guaíra existe muita recusa em abrir as portas para os agentes e muitos prédios fechados. Assim a média de imóveis não visitados é de 30%.

De acordo com o Diretor de Vigilância em Saúde, Maurício Alves da Silva, com a densa campanha contra o mosquito, a resistência da população em abrir as portas tem sido vencida e a quantidade de imóveis não vistoriados vem caindo, no entanto a Sucen só libera o emprego do veneno quando este percentual baixar para 15%.

“Vale ressaltar que é imprescindível o controle dos criadouros, ou seja, evitar que o mosquito se prolifere, isto se dá eliminando os possíveis focos contendo água”, destaca Mauricio.

Outras medidas de eliminação de criadouros estão sendo tomadas, com a realização de mutirões e ações de limpezas em áreas públicas e particulares. O saneamento da cidade tem que ser feito antes com o objetivo de eliminar ovos e larvas.  Não adianta matar o mosquito na fase alada (adulto) se outros milhões estão encubando para uma nova infestação.

“O município vem fazendo sua parte mantendo reforçadas as equipes do trabalho casa a casa e participou em dois finais de semana do mutirão promovido pelo Estado. Também estão sendo realizados em regime de urgência roçadas e limpeza de terrenos, galerias e canais que escoam águas das chuvas para os córregos e ribeirões e, entre outras mais, intensificação da limpeza do parque Maracá”, explica.


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