Com problemas de fornecimento, faltam vacinas para as crianças nos postos da cidade

Pentavalente e DTP estão em falta há meses. Segundo governo federal, a vacina foi reprovada em testes de qualidade, o que deixou os municípios sem a imunização. Pais estão preocupados com a saúde de seus filhos

Saúde
Guaíra, 16 de janeiro de 2020 - 12h56

A falta das vacinas Pentavalente e DPT, voltadas a bebês e crianças de um e quatro anos nos postos de saúde de Guaíra está preocupando os pais e responsáveis, que ficam receosos com seus filhos sem a devida imunização.

A DPT, mais conhecida como tríplice bacteriana, imuniza contra difteria, tétano e coqueluche e é oferecida para bebês em seus dois, quatro e seis meses. Já a pentavalente, que também protege das mesmas doenças, além de hepatite B e meningite causada pela bactéria Haemophillus influenza, é para crianças de um ano e três meses e de quatro anos.

A informação do ministério da saúde é de que não há estoque desde julho de 2019 e a expectativa era de normalização da distribuição em dezembro; o que não ocorreu.

Segundo o secretário de saúde de Guaíra, Jorge Uatanabe, as vacinas estão em falta nos postinhos do município, do estado e do Brasil. “O que chega pra gente são algumas demandas que o Ministério da saúde, de vez em quando, nos manda. O que ocorreu em 2019? Foi feita uma licitação. A empresa vencedora dessa licitação enviou as vacinas para o Brasil. Uma empresa indiana. Chegando no Brasil, foi feito teste pela Anvisa e foi constatado que elas não estavam dentro do padrão adequado. O governo federal devolveu essas vacinas e está sendo feita nova licitação. Enquanto isso, municípios de todo o país estão sem”, diz.

Segundo a enfermeira da Vigilância Epidemiológica municipal, Ana Carolina Minoda, o desabastecimento é a nível nacional e a preocupação é grande, pois essas crianças, sem a imunização adequada, “podem adquirir a doença já que estão desprotegidas”.

O Ministério da Saúde reitera que não há dados que ensejem emergência epidemiológica no Brasil das doenças cobertas pela vacina pentavalente, e diz que, neste momento, os estoques nacionais são suficientes para realização de bloqueios vacinais, caso surtos inesperados apareçam. O sistema de vigilância à saúde monitora continuamente o tema a emitirá os alertas se estes forem necessários.

Apesar da falta da pentavalente, a vigilância orienta os pais a não deixarem de dar aos bebês as outras vacinas que são aplicadas na mesma data. Além desta, as vacinas aplicadas aos 2 e 4 meses de idade são a VIP, contra a poliomielite, também conhecida por paralisia infantil; a VORH, contra a gastroenterite, que é dada por meio de gotinhas na boca do bebê; e a pneumocócica 10V, contra doença invasiva pneumocócica, meningite, pneumonia e otite. Aos 6 meses, o bebê recebe somente a vacina pentavalente e a VIP.

Fonte: Jornal O Guaíra 07/01/2020


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