Escola militar

Editorial
Guaíra, 12 de fevereiro de 2020 - 08h40

Muito tem se falado sobre Escolas Militares que o Governo Federal pretende disseminar por todo nosso país. O que elas têm que assusta alguns e são bem quistas por outros? Qual o seu diferencial e quais são as diferenças das escolas tradicionais?

O único ponto que diferencia da rede estadual é a hierarquia e disciplina, que são cumpridas. Na escola militar, 90% dos professores são da rede pública, poucos são militares.

Há um limite de 27 alunos por turma, já na rede estadual, esse número chega a 50. Todo aluno passa por análise de comportamento, o que pode resultar em uma saída compulsória da escola. “Não chamamos de expulsão: eles são convidados a deixar a escola. Ano passado, foram sete que tiveram análise ao fim do ano do conselho de disciplina”, esclareceu o Tenente Coronel Azevedo, diretor do Colégio Tiradentes.

Entre os estudantes, há pontuação decrescente e promoções por mérito. Todo aluno começa recebendo dez pontos, que podem ser descontados em caso de advertências ou mau desempenho com notas. Se, ao fim do ano, ele não permanecer com, ao menos, cinco deles, vai ao conselho escolar, que pode decidir por sua retirada do colégio.

Mas, à medida que os alunos tiram boas notas, eles passam a disputar ascensões de patentes. O “cargo” máximo de “Coronel” do colégio Tiradentes é ocupado hoje por uma menina do 3° ano do ensino médio, que tem as melhores notas da instituição. Mas, para chegar lá, é preciso ir passando por patentes menores, como na hierarquia militar.

A pontualidade também é exigida à risca. O aluno tem de chegar com até 30 minutos após o início da aula, senão fica fora. Namoro entre alunos e celulares dentro da escola não são permitidos. Os livros, ao fim do ano letivo, devem ser devolvidos, sob pena de não ter a matrícula renovada.

Na escola militar, trabalha-se muito o Respeito. Se houver uma brincadeira que seja ofensiva, ele só faz uma vez, porque resolve-se dentro da Escola que é totalmente monitorada.

Onde há uma escola militar, as vagas são concorridas, porque há resultados. O diretor da Tiradentes dá exemplos: “na Olimpíada Brasileira de Física, entre as escolas públicas, ficamos com o melhor resultado de Alagoas e o quinto do Brasil. Das 29 medalhas de alunos do estado, 19 foram nossas. Todas as sete de ouro saíram daqui”.

Tudo a seu tempo! Sem imposição, mas com racionalidade, qualquer escola que venha acrescentar, será bem-vinda!


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