A lista de Janot

Editorial
Guaíra, 16 de março de 2017 - 08h12

Quando fala-se em “lista”, estamos acostumados a nos lembrar do filme “A lista de Shindler”, uma produção norte-americana de 1993 sobre Oskar Schindler, um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregá-los em sua fábrica. O filme foi baseado em fatos reais e ainda emociona o público.

No entanto, em Brasília, o clima no congresso sobre a “lista” do Janot também era de medo, de terror, de apreensão e susto. Afinal todos têm consciência de que os estragos políticos são e ainda serão grandes.

Quem melhor definiu o clima em Brasília foi Romero Jucá: “estamos em guerra”. Não é para menos, no primeiro time de nomes foram escalados: Lula, Dilma, Aécio, José Serra, Rodrigo Maia, Eunicio, Kassab, Aloysio Nunes, Renan Calheiros, Padilha, Romero Jucá, Palocci, Mantega, Bruno Araujo, Lobão. Só gente “graúda”.

O procurador geral da república, Rodrigo Janot parece não ter poupado ninguém: são 83 inquéritos propostos para quem tem foro privilegiado (esta aberração) e mais 211 procedimentos nas instâncias inferiores e ainda pediu a quebra de sigilo geral.

Realmente, quando é que se imaginou que os “bambambans” da política pudessem passar o que passam os simples mortais, como  a possibilidade de se verem condenados?

No entanto, o juiz Dalton Dallagnol declarou para a Globo News que a real intenção de alguns políticos é de acabar com a operação Lava Jato e perdoar os crimes de lavagem de dinheiro. Este movimento está cada vez mais crescente e mais aberto, se confundindo com as discussões da reforma eleitoral e se confundindo com a busca de novas formas de financiar os partidos nas eleições.

Temos que ficar de olhos bem abertos!


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