O perigo do xixi

Editorial
Guaíra, 26 de março de 2017 - 09h52

Alguma vez você já desconfiou que naquela piscina pública em que você nadava tinha gente fazendo xixi? Saiba que você provavelmente estava certo.

De acordo com um estudo realizado no Canadá, não tem piscina pública que escape. Além de pouco higiênico, a urina na piscina reage com o cloro presente, produzindo substâncias danosas à saúde.  O estudo, realizado na universidade de Alberta, em Edmonton, no Canadá, analisou a água de 31 piscinas e banheiras de hidromassagem públicas.

Uma piscina com cerca de 900 mil litros de água (quase o tamanho de uma semiolímpica) chega a conter 75 litros de urina – o equivalente a um barril e meio de Chopp ou a 0,0083% do volume de água. Pode até parecer pouco se pensarmos que ele está diluído em tanta água. Mas representa até 570 vezes mais do que o existente na água encanada.

Os pesquisadores não puderam confirmar quantas pessoas faziam xixi no local. Para descobrir se continham, eles analisaram a concentração na água de um adoçante artificial.

A não ser que a pessoa que urina tenha alguma infecção, o xixi em si não causa nenhum dano à saúde – há quem beba xixi em terapias alternativas. Mas substâncias presentes nela, como ureia e amônia, formam outros elementos a reagirem com o cloro e os demais produtos químicos utilizados na limpeza das piscinas.

Para prevenir danos à saúde, ele recomenda tomar uma ducha antes de entrar na água, para que nos limpemos de suor e outras excreções presentes no corpo. “O suor, cosméticos, creme hidratante, repelente de inseto, tudo isso interage com o cloro”. Um banho após sair da piscina também é fundamental para retirar a água com cloro e outros “elementos”.


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