
A preocupação está relacionada principalmente ao trabalho desenvolvido pelo Centro de Atendimento Multidisciplinar, o CAM, localizado na Cohab II. A unidade atende alunos da rede municipal que necessitam de acompanhamento especializado e reúne profissionais de diferentes áreas.
Segundo José Neto, a ausência do fonoaudiólogo pode comprometer a atuação multidisciplinar, já que esse profissional tem papel importante no acompanhamento de questões relacionadas à fala, linguagem, comunicação e aprendizagem.
O vereador defende que o município busque o preenchimento da vaga de forma permanente e também avalie, enquanto isso não acontece, alternativas legalmente possíveis para garantir o atendimento. Entre elas estão parcerias ou instrumentos de contratação previstos em lei com organizações do terceiro setor, clínicas e serviços especializados.
“Não podemos simplesmente esperar enquanto existem crianças que precisam desse acompanhamento. É necessário entender o que impede o preenchimento da vaga e, ao mesmo tempo, buscar alternativas para que o atendimento seja oferecido, principalmente às crianças neurodivergentes”, afirmou José Neto.
Para o vereador, a resposta ao requerimento não encerra a fiscalização. O próximo passo é acompanhar quais medidas podem ser adotadas para recompor a equipe e ampliar o acesso das crianças aos profissionais necessários.
“Nosso objetivo não é apenas apontar que existe uma vaga. É ajudar a encontrar uma solução para que essas crianças recebam o atendimento de que precisam”, concluiu.

