Quando o trabalho deixa de ser apenas profissão

Cidade
Guaíra, 4 de setembro de 2026 - 08h00

Há reconhecimentos que chegam pelo currículo. Outros chegam pelo tempo de carreira, pelos títulos, pelos resultados alcançados. E há aqueles que têm um significado diferente: chegam quando o trabalho de uma pessoa começa a dizer algo sobre quem ela é.

Foi com esse sentido que a Dra. Amanda Elisa Ricardo de Souza recebeu, no dia 20 de agosto, a Medalha “Cinquentenário das Forças de Paz do Brasil”, concedida pela Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP), durante solenidade realizada no auditório da UNIP, unidade Tatuapé, em São Paulo.

Dentista e esteticista, Amanda foi reconhecida pela excelência na prestação de serviços voltados à saúde e ao bem-estar social. Mais do que uma distinção profissional, a homenagem representa o reconhecimento de uma atuação que, segundo a instituição, contribui para o desenvolvimento humano, para a qualidade de vida e para a construção de uma sociedade mais consciente do valor do cuidado.

Porque cuidar de alguém nunca é apenas executar um procedimento.

É devolver confiança. É ajudar alguém a recuperar a autoestima. É transformar uma insegurança em um sorriso. É perceber que, muitas vezes, por trás de uma necessidade estética ou de saúde, existe uma história que merece ser tratada com respeito, atenção e humanidade.

Talvez seja justamente por isso que a ABFIP associe a verdadeira honra às atitudes. Afinal, palavras podem construir discursos, mas são as ações que constroem reputações.

E uma medalha, nesse contexto, não é apenas um objeto.

É um símbolo.

Um símbolo de que alguém observou uma trajetória e entendeu que ela merecia ser reconhecida. De que existe valor em fazer bem feito, mas existe ainda mais valor quando esse trabalho produz efeitos positivos na vida de outras pessoas.

A solenidade do dia 20 de agosto marcou, portanto, um daqueles momentos em que a profissão encontra algo maior do que ela mesma.

Amanda recebeu a homenagem pelo trabalho que realiza, mas também pela maneira como escolheu realizá-lo.

E talvez seja essa a parte mais bonita de qualquer reconhecimento: quando ele não termina no momento em que a medalha é colocada no peito, porque continua na vida das pessoas que passaram pelas mãos, pelo conhecimento e pelo cuidado de quem a recebeu.

Ao falar sobre a conquista, Amanda resumiu o sentimento em poucas palavras:

“Gratidão me define!”

E talvez não fosse preciso dizer muito mais.

Porque algumas histórias não precisam de grandes discursos para emocionar.

Elas precisam apenas ser reconhecidas.

 


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