João Rocha é inocentado no processo criminal de desvio de dinheiro do DEAGUA

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Guaíra, 10 de junho de 2016 - 08h00

O  ex-funcionário público, que esteve à frente do DEAGUA por mais de 20 anos, se sentiu injustiçado por um esquema político, que “teria sido arquitetado pelo prefeito Sérgio de Mello e a cúpula petista guairense”

O ex-diretor do DEAGUA, João Alberto Rocha, foi inocentado do Processo Crime movido contra ele, no desvio de R$ 3,5 milhões dos cofres do Departamento de Água e Esgoto de Guaíra, que teria acontecido entre 2002 e 2006.

A sentença foi proferida em julho do ano passado, mas João Rocha aguardou o arquivamento do processo para se manifestar do que retratou como uma perseguição política por parte do Prefeito Sérgio de Mello e do PT de Guaíra. Rocha declarou que os políticos queriam desmoralizá-lo, juntamente com suas  testemunhas, entre elas o vice-prefeito na época da acusação, Aloizio Lelis Santana e o ex-prefeito José Carlos Augusto.

Em entrevista, o ex-funcionário público, que esteve à frente do DEAGUA por mais de 20 anos, se sentiu injustiçado por um esquema político, que “teria sido arquitetado pelo prefeito Sérgio de Mello e a cúpula petista guairense, com intuito de colher vantagens no processo Eleitoral”.

Várias auditorias foram realizadas pela prefeitura, porém, nada foi encontrado, inclusive nenhum superfaturamento que pudesse contradizer o trabalho de João Rocha, bem como, todas as contas no exercício de suas funções foi aprovado pelo Tribunal de Contas.

O ex-diretor disse que o tesoureiro e o contador, envolvidos no desvio milionário, em vários momentos se manifestaram, extraoficialmente, a seu favor, porém o “Chefe do Executivo guairense descartou os relatos e mesmo assim usou do dinheiro público para acionar uma bancada de advogados da cidade de Franca, com o intuito de fazer um assassinato moral”. João Rocha alegou que as acusações foram usadas como plataforma de campanha política do PT.

 

ENTENDA O DESFALQUE NO DEAGUA

Foi desviado do Departamento de Água e Esgoto de Guaíra um montante de R$3,5 Milhões entre 2002 e 2006. No esquema fraudulento, o contribuinte pagava as contas e o funcionário as autenticava. Os valores de algumas contas eram estornados no fim do expediente e o funcionário ficava com o dinheiro. Para isso, era usado um papel por baixo da conta para esconder a marca da autenticação.

O prefeito Sérgio de Mello ficou sabendo do possível desvio, através da funcionária pública, Adriana Borba, que ocupava o cargo de Diretora do Departamento em substituição a João Rocha. Adriana conseguiu identificar o roubo depois de 1 ano que ocupava essa mesma função.  O prefeito mandou mudar o sistema de autenticação e colocou câmeras nas salas onde as contas são pagas.  Mesmo sendo um processo julgado pelo Ministério Público, o Chefe do Executivo contratou uma Bancada de advogados, paralelamente, com o intuito de incriminar os acusados pelos desvios. Entre eles, Sérgio direcionava o roubo ao ex-diretor que esteve à frente da autarquia por anos.

 

JOAO ROCHA FALA DEPOIS DE 10 ANOS 

João Rocha contou em detalhes o ocorrido. O ex-funcionário público não confirmou se vai mover uma ação indenizatória por ter sua moral relativamente afetada,  por acreditar que foi vítima da acusação e por ter sido injustiçado pelo prefeito Sérgio de Mello por interesse político.

Como diretor do DEAGUA, Rocha ainda responde pelo Processo Civil, pela responsabilidade administrativa, porém, no Processo Criminal foi inocentado e o processo arquivado por falta de provas em várias Instâncias providas pelo MP.



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