Desabafo

Opinião
Guaíra, 3 de novembro de 2016 - 07h53

Eu preciso aprender a separar o joio do trigo, mas ainda não foi desta vez. Uma pessoa pela qual tínhamos a maior admiração, que demos vez e voz, porque não era conhecido, apresentamos a todos os amigos, colocamos como presidente do partido PMDB e, durante um ano inteiro, o colocamos em destaque no O Guaíra.

Alguém que vinha tomar cafezinho todos os dias na minha casa, era recebido com abraço e sorriso largo, mas a ganância pelo poder e a política o fizeram, na primeira oportunidade, trair minha confiança sem pestanejar. Capitaneado por “amigos da mesma maneira de pensar”, o “grupo”, como ele mesmo disse várias vezes, pra não dizer outra coisa, que pensam que na política para ganhar vale tudo.

Aí vem e me diz: “olha, Izildinha, vou ter que entrar na justiça contra o jornal ‘O Guaíra’ porque o ‘grupo’ composto por candidato a vice-prefeito, e assessoria jurídica, decidiu assim”. Este mesmo grupo, tendo como interlocutor o candidato majoritário, entrou na justiça em duas ocasiões: a primeira por uma falta de conhecimento da lei, ‘O Guaíra’ foi multado em R$ 3 mil reais, mas, não satisfeitos recorreram da sentença pedindo uma multa de mais de R$ 70 mil, de novo, mesmo sabendo das nossas dificuldades.

Na segunda oportunidade, entraram na mesma justiça alegando abuso de poder econômico colocando ‘O Guaíra’ sobre suspeita de favorecimento. Mas a justiça se fez presente no nosso município e, mesmo em sua sentença, o Juiz percebeu que devido aos artigos colocados a mais de um ano deram a este mesmo candidato a visibilidade para pleitear um cargo ao executivo.

Quero aqui pedir desculpas a todos, aos meus amigos, à minha família e ao povo guairense, pela leitura errada que fiz deste cidadão, pois, no decorrer da campanha, pude perceber as suas reais intenções, onde a oratória caminhava longe das suas atitudes. Atitudes estas pequenas, mas que mostram o verdadeiro caráter de uma pessoa. Que decepção.

Enfim, o candidato, que era de dentro da minha casa, queria ganhar a todo custo, mesmo que fosse no “tapetão”. Porém, quem era mesmo que decidia? “O GRUPO”, aqueles mesmos que montaram um jornal que durou alguns meses e que 99% era para bater no ‘O Guaíra’, na minha filha, em mim, na minha família e tentaram de todas as maneiras desacreditar nosso jornal, o mesmo ‘O Guaíra’ que deu vez e voz para o então “mui amigo” José Carlos Soares durante um ano, com discursos bem formatados e palavras bonitas, que já pensava ali numa candidatura futura.

Entretanto, a coisa começou a mudar quando eu disse ao Zé Carlos e ao Zé Eduardo que manteríamos uma neutralidade no pleito, pois, estavam concorrendo ao cargo pessoas da nossa maior estima e amigos de muitos anos. Prontamente, o candidato do PSDB entendeu e compreendeu nossa posição, disse que entendia e respeitava nossa decisão, que nada mudaria nossa amizade e o respeito que temos um pelo outro. Pelos fatos narrados, o mesmo não aconteceu com o então candidato do PMDB.

As coisas caminharam de uma maneira interessante: de um lado uma turma que nutre uma inveja pelo jornal O Guaíra e que fez de tudo para destruir o quanto puderam, de graça, se juntaram ainda com pessoas que há mais de 5 anos tentam denegrir a nossa imagem em blogs, sites e Facebook.

Esse era o “GRUPO” do Zé Carlos Soares, meu “amigo”. O Candidato a prefeito então ouviu a sua assessoria e saiu às ruas dizendo que o Zé Eduardo estava cassado, achando que assim não votariam no Zé Eduardo e sim nele. O povo nas ruas ria e isso virou chacota. Mais uma vez ouvindo sua assessoria de marketing e sua assessoria jurídica, não enxergava ali que estava fazendo um papel ridículo.

Enfim, alguém soltou um jornal macabro, inteiro de maldades, querendo assim destruir de novo ‘O Guaíra’, a minha filha, o candidato José Eduardo e eu. No desespero e cansada de tantas injúrias e calúnias, eu e a Inara fomos em busca de quem poderia estar por trás de tantas maldades. Descobrimos muitas coisas e colocamos nas mãos do Ministério Público, da polícia, do delegado, dos investigadores, afinal, era um jornal feito na surdina, na maldade, na calada da noite, simplesmente para denegrir a nossa imagem.

O que eles não esperavam é que o tiro saiu pela culatra e esse jornal, ao invés de ajudar, enterrou de vez uma turma que antes de pensar na cidade prefere arquitetar maldades, dissabores e angustias para a nossa comunidade, que sempre foi chamada de Sucupira por um blogueiro (por diversas vezes tentou acabar com as pessoas de bem da cidade, e riu das autoridades constituídas do município).

Chorei muito, mas hoje estou de alma lavada! Ganhou quem deveria ganhar, com mais de 10 mil votos na frente. Ganhou uma pessoa que agrega, que constrói, que é altruísta, que não vemos denegrir a imagem de ninguém, que vai fazer uma administração que tenho certeza que ficará na história.

A justiça começa a ser feita graças a Deus. Mas ainda não terminou, acredito muito que a justiça será feita mais uma vez contra as calúnias e difamações e seus responsáveis responderão por isso. Agora, vamos também desvendar quem foram os “artistas” manipuladores e mentirosos do jornal que soltaram nas eleições.

 


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Izildinha Lacativa

Izildinha Lacativa, proprietária da Revista Agro S/A.

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