Símbolos da nação

Opinião
Guaíra, 26 de maio de 2017 - 09h35

A identidade de um país é construída por sua tradição histórica. Esta tradição histórica cultural faz germinar o brio de um povo, cujo povo enaltece seus símbolos que conquistou através de sua história. Os símbolos de um país são os mais puros sentimentos dos valores que mantêm unidos todos a um só país: sendo assim o símbolo do Brasil mais evidenciado são suas cores nacionais combinadas pela cor verde e pela cor amarela.

A casa real da Família Bragança,que esteve no comando de Portugal de 1640 até 1910, incorporou a cor verde, pois era a cor da casa dos Bragança e deixou para o Brasil dois imperadores, D. Pedro I e D. Pedro II.

A casa real dos Habsburgo foi uma das mais importantes dinastias europeias, tendo esta realeza governado o Sacro Império Romano-Germânico a partir do ano de 1273 e posteriormente transformou-seno Império Austro-Hungaro já no século XIX, mas soberano desde 1273 até 1918. A corherálticanesta casa real é o amarelo dourado que chegou até o Brasilatravés da arquiduquesa Maria Leopoldina, primeira Imperatriz do Brasil, esposa de D. Pedro I. Com a união do verde dos Bragança com o amarelo dos Habsburgo deu-se origem ao Império do Brasil em 1822.

Tão importante quanto as cores reais é o primeiro brasão do Brasil. Tal símbolo tornou-se no século XIX um dos mais respeitados do mundo, pois o país no século XIX foi o 9º império do mundo.

Em um escudo verde há uma esfera armilar de ouro, sendo um elemento importante de armas do Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves. A esfera é atravessada pela cruz da ordem de Cristo, o que remete a tradição religiosa do Brasil. O conjunto está rodeado por vinte estrelas que representam as províncias do Brasil Império sobre um listel azul. Outros elementos importantes completam o brasão imperial, o ramo do café frutificado e o ramo à direita de tabaco, unidos por um laço verde amarelo, o que remete a importância destas culturas ao longo da história brasileira. E por fim, para coroar o brasão,a respectiva coroa real do Império.

Nos tempos antigos, em uma determinada guerra, os estandartes de cada exército alçavam o orgulho de cada nação, apresentando nas batalhas suas cores nacionais e seus respectivos brasões.

Hoje, porém, o brio de cada país com seus símbolos nacionais encontram-se nas vitórias nos campeonatos esportivos mundiais ou nos movimentos democráticos de rua, em particular nos dias em que se assiste no país a agonia de um sistema de governo que não deu certo, a república brasileira, agoniza-se. Entretanto, a nação brasileira sente a altives de poder ainda estender o pavilhão do Império. Uma conquista histórica de um tempo em que o símbolo real do Brasil foi a expressão máxima de um 9º império do mundo.


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Paulo Sérgio Lelis

Paulo Sérgio Lelis é Mestre em Direito Público

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