Prefeito afirma que Guaíra continua na fase 3 da flexibilização da quarentena

Apesar de poder passar para a fase 4, o governo municipal que manter cautela sobre abrir bares e autorizar eventos

Cidade
Guaíra, 11 de junho de 2020 - 00h20

Em entrevista com o prefeito José Eduardo, na tarde de ontem, foram esclarecidas algumas situações sobre a flexibilização da quarentena para o município guairense. A prefeitura destacou que, apesar do crescimento de casos positivados para o novo coronavírus, que o número de curados também está aumentando.

Porém, o chefe do Executivo diz que, caso a contaminação ultrapasse a faixa de 5% ao dia, a preocupação será maior e que, se diminuir dessa faixa, haverá possibilidade para flexibilizar ainda mais. “Mesmo o governo estadual sinalizando que Guaíra poderia ir para uma etapa seguinte, que seria a fase 4, com mais flexibilização, a ideia é manter a fase 3. Ou seja, a economia, o comércio, está trabalhando na normalidade. O que vamos continuar com as restrições são eventos, bares, atividades esportivas… Essas, vamos prolongar a quarentena. Outro índice de preocupação nosso é a taxa de internação na UTI. Hoje estamos com 45% de utilização das UTI de pessoas positivadas ou suspeitas. O decreto diz que pode ocorrer flexibilização quando tiver em menos de 60%. Só que na semana anterior, no início de junho, estávamos com 27% de ocupação e aumentamos para 45% na região toda. Ou seja, nos não estabilizamos a taxa, aumentamos ela. Por isso, é um momento de prudência e não vamos mudar em relação à flexibilização, que pese em que os estudos científicos do governo nos daria essa condição, porque estamos estabilizados no contagio diário”, disse José Eduardo.

Segundo ele, os cuidados estão redobrados para a cobrança de uso de máscara pela comunidade e a fiscalização de locais abertos. “Reiteramos o contexto sobre uma cobrança que estamos tendo: ‘o prefeito tem que atuar mais em relação aos bares’. É bom ficar claro que o prefeito tem a função de fazer o decreto, de fazer a multa se necessária e a cassação de alvará. Mas, quem tem o poder de fechar o esse local aberto é a justiça e não o prefeito, só se eu tiver uma determinação. Ou seja, o que cabe à prefeitura fazer, está sendo feito. Não posso exigir que alguém não fique no lugar sem uma ordem judicial. Agora, se a pessoa estiver positivada para covid-19 e não estiver no isolamento e eu identificar essa pessoa no lugar, posso fazer uma condução coercitiva”, concluiu.


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